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O híbrido e a arte

Animes, cinema e literatura

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20/02/2017

Quem tem medo do black mirror?







Muitas pessoas em meu círculo de amigos rasgaram os mais pomposos elogios à série inglesa Black Mirror, uma das mais assistidas da atualidade. Como não sou lá tão aficionado por séries, ignorei os comentários por um bom tempo. Entretanto, a quantidade e o conteúdo de alguns deles começaram a me intrigar. Ouvi de colegas que eu sequer dormiria se assistisse.  Estaria eu ignorando um novo clássico do horror? Ora, mas a série não é uma ficção cientifica? Pois bem, o hype foi tão forte que acabou me obrigando a assistir.
De fato, Black Mirror é uma boa série, mas não me parecia genial-espetacular-lacradora-de-tirar-o-sono como pregavam.  Posso até comentar boas sacadas que vi em muitos de seus episódios ou também os vários problemas. Entretanto, o foco desse texto tem mais a ver com parte da recepção que a série teve a ponto ser de recomendada como assustadora. Afinal, que medo é esse que foi visto por tanta gente assim? Estaria eu sofrendo da síndrome do diferentão?
Para nos orientar na nossa reflexão, tomemos como base a ideia de que tememos aquilo que pode nos representar uma ameaça, especialmente à integridade física. Outra definição bastante famosa seria a lovcraftiana de que tememos aquilo que não conhecemos, aquilo a que não podemos atribuir uma explicação lógica. Com base nisso, o que a série nos apresenta que poderia ser visto como algo a temer? Tecnologia, diriam muitos dos amigos. Sim, óbvio, tecnologia. Está sugerido desde o título da série, que remete às telas de aparelhos eletrônicos que usamos e dos quais vamos nos tornando cada vez mais dependentes. Sim, seria possível explicar esse medo do espectador como o medo de se perceber cercado, talvez até dominado pela tecnologia. Todavia, o medo seria válido? Não estaríamos temendo a coisa errada?
Se partirmos do princípio do significado do termo, tecnologia (vem do grego) pode ter com ideia central a de criação. É possível então afirmar que parte do temor causado pela série se deve ao seu tratamento frente a tecnologias com as quais já estamos lidando (ranking de reputação nas redes sociais, por exemplo), ou que, num futuro próximo, poderiam se tornar viáveis, como as lentes que podem gravar o que você vê e reproduzir posteriormente em outros dispositivos. A dependência de aparatos tecnológicos é amedrontadora à maior parte da população por vários motivos. Poderíamos destacar aqui a cultura de que somos autônomos, independentes. Daí o medo seria plausível, já que costumamos ter sempre a impressão de que o mundo se move mais rapidamente do que nossa capacidade de interpretação dele. O medo então seria não da tecnologia, mas de ficar para trás, o que nos isolaria de nossos grupos sociais e acarretaria em danos para o nosso bem-estar. Mesmo assim, cultuamos a ideia de que a tecnologia é culpada por estes eventuais danos. Isso explicaria o medo que temos ao assistir ao episódio “Odiados pela nação” (foto 2), em que assassinatos estão ligados a hashtags de promoção do linchamento de figuras odiadas. Outra razão seriam nossos princípios religiosos, que muitas vezes envolvem uma cultura de que os males que assolam nossa sociedade são um forte indício de um fim para a humanidade. Exagero? Lembremos que, há poucos anos, especulávamos a utilização de chips que facilitassem a organização de dados pessoais e que, graças à difusão de informações falsas, resultaram na crença de que o governo pretendia “instalaro chip da besta nas pessoas”, o que causou a manifestação de parte da população que chegava a afirmar que a presidente seria o próprio demônio. 

Uma vez compreendido o porquê do temor, outra questão mais específica se faz presente: esse temor da tecnologia seria justo? Segundo Jean Chevalier e Alain Gheerbrant, o espelho é um símbolo que representa na maioria das culturas a revelação da verdade, a alma, a essência do ser. Tal como a bruxa malvada em Branca de Neve, a verdade parece não ser muito interessante quando vai contra a figura pública que criamos de nós mesmos. Some então à simbologia do espelho a semântica proporcionada pelo signo negro (ausência de luz, representação de um contexto maléfico, obscuro e que mal podemos compreender) e chegaremos a uma acepção pouco enfatizada do que significa black mirror: aquela verdade que gostaríamos de esconder por nos lembrar o que temos de pior, nossos medos, preconceitos, pulsões hedonistas que nem sempre coadunam com os princípios morais, éticos ou religiosos que pregamos frente a nossos círculos sociais. Com base nessa proposição, acredito que fica mais fácil entender por que o público em geral se assusta com a série. Além de desfazer a nossa ilusão de autonomia, mostra que nós, como Narciso, não somos tão perfeitos assim. O black mirror é tão poderoso que nos faz aceitar os mais esdrúxulos acontecimentos como verdade, tal como os milhares de mitos da deep web, desconsiderando todas as benesses e facilidades que ela eventualmente pode proporcionar (a possibilidade de comunicação sem nenhuma censura por exemplo).  Black Mirror, a série, apresenta esse lado negro humano (muitas vezes tendendo ao exagero, é verdade) e nós, como já de costume, precisamos de um bode expiatório que nos possibilite viver sem perceber que o mal (num sentido mais comum da palavra) não está necessariamente na tecnologia, mas em nós, no que fazemos com ela.
Mediante o exposto, como acabar com o medo do black mirror? Pergunta difícil, sem resposta. Mas estamos tentando respondê-la. Tentamos quando vemos as facilidades que a tecnologia nos tem proporcionado: carros elétricos, ferramentas de comunicação como as redes sociais, informação e conhecimento cada vez mais acessíveis, realidades virtual e aumentada, impressão 3D – a lista é infinita, pelo que vemos. Entretanto o black mirror está aí e, como todo espelho que se preze, nos sugere que olhemos nosso reflexo e reflitamos sobre como temos agido. As perguntas que posso estender ao leitor seriam: esse reflexo é tão assustador assim para você? Quando você se olha no espelho, o que você vê? A roupa de alferes, como Jacobina em O espelho? Alguém que bloqueia os perfis que te aparecem com visões de mundo diferentes da sua? De ser o linchado? De ser o linchador? A pergunta do título deste ensaio tem menos a ver com a série do que parece, não?

13/02/2017

Possíveis aproximações entre "Só, com peixes", de Adriane Garcia e "Watsu", de José Juva




A literatura permite uma série bastante diversificada de abordagens e estudos de seu conteúdo. Em uma dessas abordagens, é possível selecionar pequenas categorias diferentes daquelas ditas clássicas (tais como tempo, espaço, enredo, foco narrativo e personagem), e fazer uma análise comparativa entre os estilos dos artistas. Isto é exatamente o que propomos aqui: uma análise da água como aproximação de duas obras de poetas contemporâneos. Em Só, com peixes (Confraria do vento, 2015), a mineira Adriane Garcia traz um apanhado de poemas sobre o mar, sobre água e – claro – sobre os peixes. Já José Juva traz em Watsu (Cepe, 2016 – III Prêmio Pernambuco de Literatura) algo parecido a princípio. O que este artigo pretende é checar pontos ora de convergência, ora de dissonância entre os poetas, tomando como ponto de partida o eixo temático sobre o elemento referido.





ABSTRATO E CONCRETO NUM SÓ AQUÁRIO



Se pudéssemos declarar a presença de um sentimento que permeia boa parte dos poemas de Só, com peixes, poderíamos dizer, sem sombra de dúvida, que este seria a tristeza. A imagem da água é usada para trazer à mente do leitor uma imagem de desolação. Se é verdade então que o trágico é belo, tal nos dizia Aristóteles, então veremos muitas imagens de belezas construídas a partir da figura da água, como em “Enredada”: A vida não é nada/ que não/ a hora da rede/ de algum lugar/ líquido// Para-se emalhado/ e não importa se/ há espinhos/ opérculos/ ou se vais tomar/ o aspecto de uma criatura/ molusca// Um repuxo/ de violento mistério/ nos tira do mar (GARCIA, 2015, p 17). Vários poemas de Garcia mencionam a relação que temos com a água como algo inevitável e muitas vezes, fatal: Afogar-se/ é apagar-se/ apaziguar-se/ nas profundezas (GARCIA, 2015 p. 31 – grifo meu). Essa mesma sensação é evocada em alguns poemas de Watsu: não fazer coro/ ao riso e ao choro// deitado no barco:/observar a careta/ da anta, qualquer/ semblante: feito/ por nuvens,/ um desenho// uma tempestade/ agita o mar:/ paz no corpo e na alma:// o porco/ tem calma (JUVA, 2016, p.51 – grifo meu). Aproximando as duas obras, é possível perceber uma percepção de um estado de paz em um eu-lírico que se encontra à deriva, sem perspectiva alguma. Por outro lado, apesar da constante presença da água nas duas obras, a abordagem estilística é bastante distinta. Poderíamos dizer que Garcia é mais imagem enquanto Juva é mais ícone, algo mais visual. Explicando melhor: o leitor, ao observar os dois autores, verá que Garcia recorre mais a metáforas e alegorias sobre a própria água, sobre a vida marítima, ou seja, temos uma evocação abstrata, como em “Fronteiras”: Antigamente eu mudava/ de cor/ qual cavalo marinho// mas oceânica bebi/ a água doce da torneira// entrei no táxi filha pródiga/ e disse:/siga para a Atlântida//o homem me olhou/ como se olha uma refugiada. (Garcia, 2015, p.64). Juva trabalha a água de forma mais visual; a disposição da maior parte dos versos faz com que tenhamos a impressão de que eles “boiam” aleatoriamente sobre o papel:


coração de vidro

a chuva fica lá fora



não há chave de fenda

ou imã, coração de vidro



movimentos de baixo impacto

da hidroginástica, manhãs:



os cachorros da lua patrulham

as despedidas dos cedros



coração de vidro, malandro

que perambula pela floresta

de arrepios em seu escafandro

(JUVA, 2016, p.48)



Portanto, a partir dos exemplos acima, podemos ter uma ideia de como dois artistas contemporâneos podem ser ao mesmo tempo próximos a partir do eixo temático, mas com uma abordagem diversificada – o que acreditamos ser de grande valia ao leitor.



UMA DISSONÂNCIA IMPORTANTE


A partir de uma observação da temática da água nas duas obras, é possível, além da singularidade estilística já apontada, perceber uma dissonância mais sutil: como dissemos, é possível perceber certo “estado de paz” como culminância de muitos dos poemas de Watsu e Só, com peixes. Entretanto, diferente dos exemplos mostrados mais acima, outros poemas podem ser observados à luz do choque entre seus desfechos. Há ainda a imagem de paz, de silêncio e quietude, mas a predição sugerida é diferente: a paz representa uma condição para a finitude, para o descanso derradeiro. Talvez isso justifique a imagem da água e dos peixes sempre associada ao fatalismo contra o qual não podemos lutar, como em “Masacquista”: Teu anzol/me trespassou/ o palato mole/ e a alma// agora a crença/ de que só sei sofrer/ descarna-se, diário/ num anzol (GARCIA, 2015, p. 50). E se os desfechos de Garcia apontam para fim, Juva prefere a renovação, o recomeço, algo sugerido já desde o título da obra (a expressão Watsu sugere uma terapia de cura e relaxamento através da água).



AMANHECERES PARA DIAS LÍQUIDOS


A partir deste texto, pudemos conhecer um pouco da obra de dois poetas contemporâneos de maestria no que fazem. Ambos partem de temática parecida, conforme propusemos, e criam resultados interessantes, que me remetem ao que Cortázar costumava dizer sobre o conto, que o importante não era exatamente o tema, mas o tratamento que esse tema recebe das mãos do autor. Penso que, com os exemplos aqui exibidos, podemos ver razão no que o argentino afirma, sendo possível ainda expandir seu significado a outros gêneros, como a poesia aqui em questão. Convém lembrar, entretanto, que muitas das comparações apresentadas pretendem não atribuir juízo de valor estético entre os autores, mas mostrar como a qualidade deles apresenta resultados tão próximos e, paradoxalmente, tão distintos. Quem ganha com isso, sem sombra de dúvida, somo nós, leitores, que temos a oportunidade de beber na fonte e nos afogar nas poéticas contemporâneas.



Referências

GARCIA, Adriane. Só, com peixes. Rio de Janeiro: Confraria do Vento, 2015.

JUVA, José. Watsu. Recife: Cepe, 2016.

06/02/2017

Resenha: "Naufrágio entre amigos", de Eduardo Sabino



VISITA AOS COÁGULOS DA MEMÓRIA



A literatura é muito vasta e essa vastidão é fortemente alimentada pelo nosso comportamento frente à história. Isso faz com que algumas tendências nessa arte se sobressaiam. Uma delas é a de uma literatura interessada na preservação das memórias, tal como acontece em Naufrágio entre amigos, segundo livro de Eduardo Sabino. Aqui, veremos uma seleção de 12 contos que podem ser vistos como um tributo às memórias. Todavia, as memórias a que somos apresentados não são bem as do narrador (ele, em grande parte dos contos, parece ser o mesmo), e é aí que o livro cresce em riqueza para o leitor.

Como disse, a literatura é feita de tendências. No que diz respeito à forma com que o gênero conto tem sido abordado, uma é bastante famosa e parece ser a que Sabino prefere: a que popularmente conhecemos como “teoria do iceberg” de Hemingway. Essa tendência consiste em escrever de forma que algo mais importante esteja “submerso”, ou seja, o mais importante de um conto não se conta, fica cifrado nos interstícios da narrativa que está à mostra. Também por isso é possível compreender a prosa de Sabino a partir do pressuposto de que “um conto sempre conta duas histórias” (PIGLIA, 2004, p.89). Isso faz com o que vejamos os contos da compilação de forma mais ampla. Eis então a grande beleza dos contos de Sabino: não estamos lidando apenas com as memórias de um narrador, mas de um povo, de um coletivo, de uma comunidade. Percebendo isso, o leitor poderá prestar atenção ao que está fora da ponta do iceberg: as memórias que se diluem e se costuram entre a memória do narrador. Para ficar mais claro, peço permissão para comentar com mais detalhes (spoilers) o conto “Jogo de três”:


Nos sábados, Fabiano abria mão da vontade de pensar e jogávamos futebol e corrida. Mas só uma hora. Depois vinha um jogo de fases ao estilo adventure, dois jogadores. Power rangers era um game híbrido de luta e aventura, nosso estilo preferido quando estávamos os três. Havia um castigo a quem perdesse no futebol: jogar com o ranger rosa. Um dia Fabiano o escolheu e não havia perdido um jogo no futebol. “Eu acho que rosinha é a sua cara”, Lucas disse, rindo sozinho (SABINO, 2016, p.98).


O conto narra as memórias de adolescência de Eduardo com mais dois amigos, Fabiano e Lucas, que sempre se reuniam para jogar videogame, seja em casa ou nos fliperamas de Nova Lima - MG. A citação mostra a típica lembrança lúdica do período, mostrando-se até um tanto boba à primeira vista. Entretanto, quando ao decorrer da narrativa, ficamos cientes de que Fabiano, o colega que era vítima das piadas, revelara anos mais tarde sua homossexualidade, o trecho ganha outra leitura. Não mais as memórias saudosistas do narrador, mas a história de um rapaz muitas vezes incompreendido por causa de sua singularidade. A relação entre as duas histórias se torna ainda mais tensa quando vemos que Lucas, o outro amigo, ao crescer, apresentava um comportamento bastante preconceituoso, o que o impedia de perceber o afastamento de Fabiano da turma:


Então pergunto sobre Fabiano. “Tem visto? Vocês ainda conversam?” Lucas abaixa os olhos, semblante triste, e então vejo brotar uma raiva onde antes havia uma expressão de mansidão absoluta. “Aquele lá se perdeu. Só anda com as amiguinhas agora. Tá atolado no pecado”. Faz então um discurso atabalhoado, sem coesão, citando passagens do antigo testamento e dizendo que o mundo de hoje está pervertido e sem valores. Como Sodoma e Gomorra.

Faço um sinal para o garçom quando ouço o termo ditadura gay. (SABINO, 2016, p.107-108).


A situação culmina em um final forte e que fará o leitor pensar bastante sobre como lidamos com nossas memórias. Os outros contos seguem processo parecido. Recomendo atenção às pessoas com quem o narrador se depara. Elas são a grandeza das histórias de Sabino.

O leitor atento já deve ter percebido que falo aqui de um narrador, mas de vários contos, porque a voz que narra, salvo em “Assombros”, parece ser sempre a mesma. Isso confere a Naufrágio entre amigos uma característica especial: a composição dos contos segue tamanha confluência que é possível ignorar as fronteiras do gênero e ler a obra como um romance memorialista, em que cada a capítulo somos apresentados a diferentes eventos da vida de Eduardo, o narrador, e sua relação com as figuras com quem crescera na cidade de Nova Lima. Como costumo dizer, pessoas muito apegadas a gêneros podem ver essa característica como defeito, mas elas devem primeiro ver que não há motivo para alarde, já que os contos, apesar de um eixo temático em comum, possuem autonomia e independência entre si.

Para não ficarmos apenas nas flores, algo que me incomodou em alguns contos foi certa dispersão em assuntos pouco produtivos para o final, como acontece no conto-título. Isso não significa que o conto seja fraco, mas que seus eventos iniciais poderiam ser exibidos de maneira mais concisa, sem tantos detalhes, já que não contribuem diretamente para o desfecho. O mesmo pode ser visto em “Discografia do fim”, embora o conto deva agradar os mais saudosistas pela quantidade de referências à música – especialmente dos anos 90. Por esse ponto de vista da concisão, contos mais curtos como “Assombros” e “Estouros” demonstram apuro impecável, talvez este último o carro-chefe da coletânea – destaque ao desfecho arrebatador causado pelas duas histórias costuradas na narração.

Já o último conto do livro, “Buracos”, retrata bem outra característica de Sabino: o flerte com a literatura fantástica. O conto apresenta a cidade de Nova Lima vivendo uma “epidemia” de buracos. Buracos surgem no chão e as pessoas os procuram para se suicidarem. A estrutura da narração faz com que lembremos daquele fantástico popularizado na américa latina por Rulfo, Cortázar e cia., em que os acontecimentos que desafiam a realidade são regra, não exatamente exceção dentro da narrativa.

Por fim, podemos dizer que Naufrágio entre amigos é uma obra bastante forte e que revela um autor já com maturidade e rumos promissores. Recomendada a todos os que buscam entender como se dá a preservação de uma memória coletiva e afetiva de um lugar, dos pequenos espaços da vida cotidiana.


Referências

PIGLIA, Ricardo. Novas teses sobre o conto. Formas breves. São Paulo: Companhia das Letras, 2004, p. 95 – 114.

SABINO, Eduardo. Naufrágio entre amigos. São Paulo: Patuá, 2016. 

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