"Ascensão e queda": romance de estreia!

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Contos de Wander Shirukaya

Para aqueles que querem conferir o que tenho escrito, dêem uma olhada aqui!

Tergiverso

Sensualidade em forma e conteúdo aguardando sua visita.

O híbrido e a arte

Animes, cinema e literatura

Procurando entrevistas?

Amanda Reznor, André Ricardo aguiar, Betomenezes... Confira estes e tantos mais entrevistados por Wander.

19/10/2011

Como foi o III Sarau do CAIXA BAIXA






Amigos, rolou no último sábado, dia do professor, o II Sarau do CAIXA BAIXA, desta vez debutando na cidade de Campina Grande - PB. O ambiente azulado ficou muito interessante, embora, como vocês podem perceber no vídeo, prejudique um pouco a nitidez. Serve, no saldo como registro. Destaque para as inspiradas contribuições da platéia e de betoteuinomenãoésuavemenezes e Roberto Denser. Aprecie e comente.

Vídeo produzido e editado por Bruno R. R. Santos.

Sobre "Madeixas"

A produção literária segue de vento em popa, e é em ritmo de tempestade produtiva que comento mais uma cria. Madeixas é um conto que traz um homem como protagonista (até que enfim!), um rapaz que relata sua cisma com o comportamento de Irina, sua esposa. Tudo ia bem, conforme ele nos exibe desde o seu primeiro encontro até a rotina do casamento. A mulher perfeita, que ama até futebol. Mas, de uma hora para outra, algo muda. Ela não vê nada demais, mas ele fica completamente desnorteado, chegando ao ponto de... 
A narrativa envereda pelo fantástico, pois como vocês devem estar acompanhando, estou compondo uma série de textos desta linha. Quem se familiariza para o que chamo de "perspectiva moderna do fantástico", ou seja, a que se encaixa nos estudos do búlgaro Tzvetan Todorov (que, por sinal, me agradam muito) vai se sentir em casa. Vejamos logo mais as surpresas que guardam esta história. 

17/10/2011

O fantástico invade Pernambuco!


Meus amigos, estou de volta para mais um anúncio. Realizar-se-á (que chique!) nos dias 03 e 04 de novembro de 2011, o I Encontro de Literatura Fantástica de Pernambuco. O evento prova a literatura fantástica tem tido uma projeção cada vez mais flagrante, uma vez que as portas da Academia têm se aberto mais para compreender este gênero (a exemplo do que ocorre em São Paulo com eventos como o Colóquio Vertentes do Fantástico na Literatura, promovido pela UNESP).  



O evento terá três grandes grupos temáticos, sendo estes "Literatura Fantástica Oitocentista", "Teorias do fantástico" e "Fantástico Ontem e Hoje".  Para minha alegria, participarei das comunicações com uma análise de "Lua crescente em Amsterdã", da minha musa Lygia Fagundes Telles. Haverá também a participação das pensadoras Maria Cristina Batalha, Karin Volobuef e do escritor Bráulio tavares. Sendo asim, a quem interessar, nos vemos lá! 



16/10/2011

Sobre "A dança das abelhas"

Continuando minha produção artística mais voltada ao mundo fantástico, comento um pouco uma de minhas novas crias. A dança das abelhas não é mais uma invenção do axé; trata-se de um termo utilizado para se referir à "linguagem" utilizada por estes insetos como forma de comunicação durante suas atividades de rotina. Temos no conto então a história de Melissa, uma moça de adolescência tardia que resolve fugir de casa para buscar uma vida nova. Entre suas divagações e lembranças da "outra vida", Melissa pára num campo de vastas flores, onde tem uma experiência estranha ao espirrar devido ao pólen.   O fim do conto não traz um desenlace claro, mas projeta ao leitor todo o dilema da protagonista (eu acho). No mais, cabe aqui dizer que, tal como alguns outros contos produzidos nos últimos tempos, este foi fruto de um desafio do Clube do Conto, em que o tema foi "pólen". Até mais.


14/10/2011

Acho que ouvi um ganido: por que é tão difícil achar uma letra boa? (parte IX)



Saudações amigos, fazia um tempo que não discutíamos sobre boas e más letras de música. Sendo assim, retomo nossa série trazendo para a discussão um grande artista que tem causado polêmica por onde seu novo disco tem tocado a ponto de fazer muitos se perguntarem se não seria hora de uma parada em sua carreira: Chico Buarque. Entretanto, não é da famigerada mulher sem orifício de que falaremos (quem sabe no futuro?). Com vocês, Sinhá:

Sinhá, por Chico Buarque e João Bosco.

Se a dona se banhou
Eu não estava lá
Por Deus Nosso Senhor
Eu não olhei Sinhá
Estava lá na roça
Sou de olhar ninguém
Não tenho mais cobiça
Nem enxergo bem
Para que me pôr no tronco
Para que me aleijar
Eu juro a vosmecê
Que nunca vi Sinhá
Por que me faz tão mal
Com olhos tão azuis
Me benzo com o sinal
Da santa cruz
Eu só cheguei no açude
Atrás da sabiá
Olhava o arvoredo
Eu não olhei Sinhá
Se a dona se despiu
Eu já andava além
Estava na moenda
Estava para Xerém
Por que talhar meu corpo
Eu não olhei Sinhá
Para que que vosmincê
Meus olhos vai furar
Eu choro em iorubá
Mas oro por Jesus
Para que que vassuncê
Me tira a luz
E assim vai se encerrar
O conto de um cantor
Com voz do pelourinho
E ares de senhor
Cantor atormentado
Herdeiro sarará
Do nome e do renome
De um feroz senhor de engenho
E das mandingas de um escravo
Que no engenho enfeitiçou Sinhá


Como podemos ver, o tema da canção pode ser visto como a discriminação racial e a escravidão. a pequena narrativa nos apresenta um escravo que argumenta contra seu açoite, este causado por supostamente ter visto a sinhá em seu banho. Dentro desse discurso que é quase uma prece, temos na voz poética os ecos da disseminação da idéia do homem branco como superior: "Por que me faz tão mal / Com olhos tão azuis". Outro reflexo da imposição da cultura caucasiana/ branca pode ficar evidente ao percebermos a mistura de crenças que está compondo o protagonista:  "Eu choro em iorubá / Mas oro por Jesus". Sem dúvido, um conflito exposto de maneira bastante comovente.

Até aí já teríamos uma grande canção, mas, como se não bastasse, os últimos versos nos apresentam uma reviravolta nos fatos que engrandece ainda mais a obra. Descobrimos que a história está sendo passada não pelo próprio escravo, mas por um cantor que também é produto da miscigenação e do entrecruzar de culturas: "E assim vai se encerrar /O conto de um cantor /Com voz do pelourinho E ares de senhor". Os três últimos versos, além de enfatizarem a idéia agora aqui exposta, põem em xeque o discurso, graças a palavra "enfeitiçou". A palavra bem pode representar o encantamento da sinhá para com o escravo, seja por atração física ou por uma "mandinga" do escravo, sugerindo uma traição. Entretanto, o disurso do escravo é categórico como não tendo visto a senhora ao banho; como não temos o ponto de vista da senhora, não temos como saber se o que ele relata aconteceu assim, enquanto o cantor também se abstém de explicação ou de tomar qualquer partido. O final em aberto, ainda por cima, impõe ao leitor/ ouvinte uma revisão da sua própria forma de pensar, pois, por questões psicossociais, tenderíamos a confiar na palavra do escravo, como se um negro fosse incapaz de envolver-se com a moça branca, esposa do senhor de engenho. E então houve adultério? Sim? Não?

Bom, o exemplo de uma grande música está dado, também servindo aos que acreditam que o grande Chico "já deu o que tinha de dar". Essa canção mostra que aidna há vida ná música - consequentemente, boas letras. Deixo vocês com um videozinho para animar.



13/10/2011

O blog trocou de pele!


Amigos, apresento-lhes a nova cara do meu blog. O layout privilegia um formato informativo já conhecido de quem aqui frequenta, só que trazendo maior mobilidade. Além do slideshow destacando principais séries e páginas, você pode ter acesso aos posts mais populares, tags e ao arquivo logo no início da sidebar; há também ícones para me encontrar nas principais redes sociais. Vejamos os principais menus de destaque:

Perfil: aqui você encontra informações sobre o autor do blog (eu, claro);
Contos: todos os contos já publicados aqui estão arrolados nesta seção;
LitPB: menu com links interessantes para quem quer conhecer a literatura paraibana. Há uma guia de sites mais informativos e outros links mais voltados à produção literária em si. Dei ênfase aos escritores mais jovens, como pode ser visto;
Mídia: seção com sites com os quais colabor, tais como o CAIXA BAIXA e o Silêncio Interrompido.
Bom, acho que as informações básicas foram dadas. No mais, é sempre aquele lugar aguardando sua visita. 
Amplexos. 



06/10/2011

Como foi o Lançamento de "Balelas" - 05/10/2011


Uma noite muito agradável para mim foi a desta quarta-feira, 05 de outubro de 2011. Ela marcou o dia em que minha cria, Balelas, veio aos rostos dos convidados que me prestigiaram no Terraço Brasil, Cabo Branco, João Pessoa - PB. Impossível não dizer que este lançamento não tenha sido um sucesso. Grandes amigos, escritores, professores; companheiros de copo e de cruz foram até lá não apenas por mim (havia outros lançamentos durante o evento), mas é fato que aqueles que se deparam com meu livro me pareceram muito felizes. 


Agradeço a presença de todos que lá estiveram, no ensejo de muitos outros lançamentos possam se concretizar oportunamente. Obrigado especial ao amigo e escritor Félix Maranganha, que conduziu a apresentação de Balelas aos presentes. No mais, sigamos, a jornada está apenas em seus primeiros passos. Até mais.


Venda Online: você pode adquirir seu exemplar entrando em contato comigo pelo meu e-mail. Caso seja de preferência, há também a possibilidade de comprá-lo através da loja do site da Mutuus, que deve ser aberto logo mais. Também haverá em breve uma loja no site do CAIXA BAIXA, grupo de que faço parte. Dúvidas, críticas, sugestões e comentários são muito bem vindos ao meu e-mail. 

Fotos: (1) Eu e os organizadores do evento; (2) Balelas em exposição; (3) Como onde tem litPB tem CAIXA BAIXA, mais uma foto do grupo para a posteridade.


03/10/2011

Quarta, 05/10 - Lançamento Oficial de "Balelas"


Sim, meus amigos. Meu primeiro livro de contos terá seu lançamento nesta quarta-feira. Portanto, este post serve como resumo aos que quiserem ir ao lançamento ou adquirir o livro posteriormente. Vamos lá:



SHIRUKAYA, Wander. Balelas. 1 ed. Rio de Janeiro: Mutuus Editora, 2011. 
ISBN: 978-85-64722-05-7
Páginas: 104.
Prefácio: Liane Schneider
Preço: 28,00 R$
Local de lançamento: Terraço Brasil, Cabo Branco, João Pessoa - PB
Data e horário: quarta-feira, 05/10/2011, às 19:00h.


Venda Online: você pode adquirir seu exemplar entrando em contato comigo pelo meu e-mail. Caso seja de preferência, há também a possibilidade de comprá-lo através da loja do site da Mutuus, que deve ser aberto logo mais. Também haverá em breve uma loja no site do CAIXA BAIXA, grupo de que faço parte. Dúvidas, críticas, sugestões e comentários são muito bem vindos ao meu e-mail. 
Obrigado a todos!

28/09/2011

Sobre "A carta"

Continuando a comentar curiosidades sobre Balelas, livro de contos que está às vésperas de seu lançamento, relato agora alguns detalhes sobre um texto nunca antes referido por aqui. A carta - ou adeus, mundo cruel! é um tipo de texto que tenho chamado de conto epistolar (pretendo, inclusive, explicar melhor o que seja este tipo de narrativa oportunamente). Ele é uma carta de suicídio deixada por uma jovem chamada Maria que, desiludida com sua experiência de vida, resolve por um fim a tudo e divagar sobre sua morte. Diferente de As viagens de Sakura, outro conto comentado há pouco, este é bastante prolixo, truncado e simbólico. A densidade incrustada por tristeza e amargura permeia a história de ponta a ponta. Um final estranho convida o leitor a compreender o que se passou, talvez com pouco sucesso. 
Este foi um dos contos escritos de uma só vez, curiosamente não passou por modificações radicais em sua revisão. Tempos depois, fiquei em dúvidas sobre por uma nota explicando um detalhe do conto, mas acabei abolindo-a para manter a densidade da narrativa. Interessante peceber que este foi um dos primeiros contos escritos por mim. Ainda assim, olho para trás e o vejo com ótimos olhos, ainda sinto prazer e inquietação ao buscar compreender Maria (a tarefa não á difícil apenas aos leitores). Se compreendo? Acredito que sim, mas infelizmente o nó que fica na garganta não me permite explicar. O que espero do leitor? Talvez que sinta esse mesmo nó impedir a explicação, convidando novos leitores à missão.


26/09/2011

Reunião do CAIXA BAIXA de 25/09


Amigos, é com muito prazer que exibo esta fotografia. Ela representou, na tarde do último domingo, no Bar do Elvis em João Pessoa, a união de uma tura que, não contente em produzir e propagar literatura, resolveu dar exemplos de amizade. A acidez do grupo, famoso pelas críticas ferrenhas tecidas até mesmo aos próprios membros, só há de servir de mais um motivo de orgulho, para que não sejamos lembrados como algo que não somos, isto é, pessoas que paparicam e adulam o outro no intento de ter um prestífgio que não nos é merecido. A sinceridade é nossa força motriz e por ela todos tem se movido de suas casas, nem sempre tão próximas, para reunir-se num bar para conversas que misturam, burocracia, literatura e entretenimento. Sim, meus amigos, está cada vez mais fácil de definir este núcleo literário: se não estiver enganado, somos apenas grandes amigos que tem buscado todos dias que essa amizade perdure. Sendo assim, sigamos em frente. 
Grande amigos do CAIXA BAIXA, obrigado por mais uma grande tarde. 

Foto: betomenezes

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