"Ascensão e queda": romance de estreia!

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Contos de Wander Shirukaya

Para aqueles que querem conferir o que tenho escrito, dêem uma olhada aqui!

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O híbrido e a arte

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15/08/2012

Livro II; Cap. VII: Impasse

Eis que, finalmente, os aventureiros adentraram a imensa catedral e ficaram frente a frente com Haruma, a deusa do tempo. Encontrava-se ela de pé, de modo solene, exatamente sobre uma espécie de tampa que estava marcada de símbolos sagrados por toda sua extensão. Todos se aproxima, mas ninguém tem coragem de pisar naquela áera. Zephir, o líder do grupo, abre um diálogo:
- Perdão, vossa santidade. Estamos aqui...
- Sei porque estão aqui. Quereis o segredo de Parn. Ele é este portal que protejo. 
A deusa deu alguns passos para trás, deixando que o portal emitise pequenas luzes vindas dos desenhos no chão. Respirou fundo e continuou:
- Este portal abre caminho para um dos tantos infernos que existem nas dimensões paralelas a nosso mundo. Por isso está guardado e nseu segredo é ocultado de todos. Tendo chegado aqté este local, abidicais de suas vidas e passais an viver pelo segredo. Destarte, posso apenas vos dar duas opções, mas não posso vos permitir a volta. 
O nbárbaro olhou feio para a deusa:
- Quer dizer então que a senhora não vai deixar a gente voltar? Então o que tem prá gente decidir?
- Optem por adentrar este portal e connhecer o mundo maldito que cá se encontra, onde a chance de morte ou de serdes corrompidos é muito grande, ou...
- O que vai acontecer se descermos?
- O mundo vos impulsionará à degradação, vos tranformará em serem mundanos.
Todos torcem o nariz, nenhum queria se comportar como um demônio. 
- Por outro lado, se nós ficarmos...
- Bardo, se vós ficardes, ficareis para sempre preso à esta vila, para que novos curiosos não invadam este local.Percebei que não era necessário vossa vinda aqui. O futuro mostra que hei de proteger o segredo. 
Todos se olham. Maldito impasse. O anão é o primeiro a responder e decidir o que fazer...

continua...

26/06/2012

Livro II; Cap. VI: Haruma

Sim, a dama que viam pela janela da catedral era Haruma, a deusa do tempo. Olhava sempre em direção à porta central, não piscava sequer um olho; os cabelos esverdeados batiam ao pescoço, eram adornados por jóias do mais fino ouro. Os ornamentos estavam também nos punhos, tornozelos e no cinto, cingindo as vestes esbranquiçadas. Na mão direita, um báculo cravejado de pedras mágicas que cintilavam, sugerindo que ainda funcionasse mesmo diante da maldição da vila. Aquela moça detinha poderes inimagináveis com relação ao tempo. Pelo que os avetureiros sabiam, poderia ela ditar-lhe variáveis e probabilidades de suas atitudes, não lhe revelando um futuro concreto. Não se sabe se ela mesma não sabia do verdadeiro futuro ou se abstinha de previsões precisas para não interferir no curso natural das coisas; há quem diga que ela já contou a um sacedorte coisas que realmente aconteceram, mas outros duvidam, dizendo ter sido mera coincidência, uma vez que a sorte está lançada para todos. Enfim, Haruma era uma deusa e, como tal, é mistoriosa, enigmática e também contestada por uns enquanto amada pelos demais. Que aquela figura reservava ao aventureiros?

08/05/2012

Livro II; Cap. V: O enigma da catedral

Junto à enorme porta de entrada do templo, o grupo percebeu que havia um grande enigma a ser resolvido.
- Há espaço para quatro chaves diferentes na porta.
- Para que porta se podemos usar as janelas, Zephir? - indagou o feiticeiro Saruman.
- As janelas devem estar protegidas por algo, mago.
Saruman concentrou-se, tentando conjurar uma magia que lhe permitisse perceber focos mágicos nos arredores, mas não teve sucesso. Havia esquecido que toda área estava impossibilitando o uso de magia. Milo, enquanto isso, quase morre devido a uma armadilha numa das janelas da esquerda, se não fosse por seus reflexos hábeis. Como Gimli parece não ser tão veloz, acabou sendo atingido por uma explosão na janela da direita. Ainda ferido, ergueu-se e viu que nada afetara a vidraça. Os demais chegaram perto, limparam a poeira da janela e conseguiram ter uma vaga idéia do que havia lá dentro. Uma moça muito bela e alta estava no centro do salão, portando um báculo. Sequer parecia respirar, imóvel. Mirava os olhos para a frente (na direção da porta), só após uns longos minutos parecia piscar os olhos, mas nenhum movimento além. As vestimentas ressaltavam o ar de divindade, foi então que Zephir e os demais pararam para analisar, chegando a uma conclusão:
- Haruma é aquela que está lá dentro...

25/04/2012

Livro II; Cap. IV: Parn, a cidade sem magia

Eis que todos empunharam suas armas e, livres do perigo do dragão-fantasma, seguiram pela imensa alameda que srvia de entrada paera a Vila Parn. Já lhes chamou muito a atenção uma coisa:
- Não tem ninguém por aqui!
Milo vai sorrateiramente um pouco à frente do grupo, na sua função de batedor, e se impressiona pela desolação da paisagem. O vento soprava quase sem força, a neblina também era rala, nem de longe lembrava o denso lençol que se firmava por toda a ponte. A arquitetura antiga estava toda comprometida, exibindo os anos a que a vila se submeteve a esse pesar. Eis que, no chão, Milo percebe uma tonalidade diferente daquele verde esmaecido a que estavam se habituando: manchas, muitas manchas entre um roxo e um marrom gasto, misrturado entre a areia e uma quantidade enorme de pedrinhas brancas. Dankill se aproxima e analisa o solo. Facilmente iodentifica as pedrinhas.
- Parece que as últimas pessoas que estiveram aqui salgaram todo o chão. 
Legolas e os demais logo perceberam que então aquele era o motivo de não haver nenhuma planta nos arredores. nada crescia, o sal parecia sacramentar algum ritual ou massacre - ou até os dois. Quanto às manchas, Dankill foi categórico: sangue coagulado. 
Entre o medo e a curiosidade, todo o grupo andou poucos metros até se deparar com a maior construção da vila: um templo. Pelos símbolos  religiosos às portas e janelas, Zephir logo deduziu:
- Haruma...

09/04/2012

Livro II; Cap. III: A ponte dos desejos

Ao perceber que Legolas havia se tornado uma flor, Zephir somou dois e dois:
- Esperem! Vejam que essa ponte tem um encantamento. Tudo que desejamos aqui se torna realidade!
- Pedirei então o melhor machado, quero o mais poderoso que puder portar!
As palavras de Gimli foram prontamente atendidas, entretanto, sem muito sucesso. Em meio aos ataques do dragão-fantasma, sacou o novo machado, brandiu-o contra o inimigo e não viu efeito algum.
- Zephir, acho que você está errado!
- Não amigo. Como viria um machado para suas mãos se essa não fosse uma ponte dos desejos?  Veja: Quero que Legolas deixe de ser uma flor e volte a ser humano!
Imediatamente a flor explodiu-se em pétalas, de onde surgiu o valoroso guerreiro das florestas, são e salvo.
Todos riram do companheiro, mas por ouco tempo, pois o dragão não cessava em suas investidas, chegando a ferir gravemente Milo. Que fariam então para fugir?
- Vamos! Corram todos! Nossas armas não funcionam contra essa critura!
E então Zephir desejou chegar logo ao outro lado da ponte, desaparecendo das vistas dos amigos. Mais prático, dankill pediu que o dragão-fantasma desaparecesse dali também. A forte neblina ainda encobria o caminho, agora tranquilo. Resolveram fazer um pedido conjunto, para que todos chegasse ao fim da ponte, mas não antes de passar algmas horas correndo como se a ponte não tivesse fim. Desejo realizado, a neblina deixou que os heróis entrevissem a tão falada vila:
- Parn... Finalmente!

12/03/2012

Livro II; Cap. II: A flor de pessoa

Após o suspiro de Dankill, como num passe de mágica, Hildegard se erguera dentre o barro, limpou o rosto e praguejou contra os deuses e o mundo, tendo percebido que fora assassinado por sua rival, mas voltara à vida.
- Mizera! Quem foi o idiota que me ressucitou?
Não gostando muito da idéia de te de gastar suas energias em busca de vingança, matando quem o "matou", Hildegard também resolveu vingar-se daquele que lhe trouxe essa missão. Recolheu a espada que estava fincada em seu jazigo e rumou em busca de pistas.
Enquanto isso, o embate com o dragão fantasma na ponte continuava. Legolas incentiva seus amigos a lutar.
- Vamos, amigos, temos de arranjar um jeito de destruir esse monstro.
- Não temos como, melhor fugir, parece que nossas mágicas não funcionam. - falou Milo.
- Se não quer ajudar, suma!
- Que arrogância - intrometeu-se Gimlli. - Queria que você fosse uma flor de pessoa!
Os demais já seguiam o exemplo de Milo, correndo ponte adiante, entre a neblina, quando perceberam que o amigo Legolas tinha sido vítima de algo. Dankil entãio pára e ri:
- Que é isso? Nosso amigo virou uma flor!

24/02/2012

Livro II; Cap. I: Chegando a Parn - a travessia da ponte.

Eis que Dankill, o bárbaro, Zephir, o mago, Gimli, o guerreiro, Legolas, o ranger, Milo, o ladrão e Kittie, a misteriosa clériga, dando o amigo hildegard como morto pela demora, se deparam com uma grande ponte de pedra, cujo final estava ocultado por uma forte neblina. Havia a seu lado também uma pequena placa, indicando que os aventureiros estavam na entrada da tão desejada Vila Parn e que pensassem bem sobre o que desejassem dali em diante. 
- Então finalmente vamos descobrir o que há de tão obscuro nesta bendita vila!
Enquanto Zephir falava, Dankill e os demais já seguiam caminho, desaparecendo na neblina. Caminhavam já há algum tempo quando foram então surpreendidos por um espectro.
- Pelos deuses, um dragão fantasma!
Todos sacaram suas armas, Zephir, que corria um pouco atrás, ao avistar a criaturaentre o nevoeiro, pede para que todos abram espaço:
- Amigos, abaixem-se! Vou fulminar essa besta com uma bola de fogo!
Neste exato momento, o elfo percebe que suas palávras mágicas não surtiram efeito algum. Gimli rodopia seu machado sobre a criatura, também seu sucesso.
- Estamos fritos, falou legolas, parece que nesta ponte nossas armas e magias não funcionam!
Os ataques dos aventureiros em nenhum momento pareciam agredir o dragão, restando então a saída sugerida por Kittie:
- Guardem as armas e corram!
- Correr? Jamais! - falou Dankill. - É uma batalha valorosa, queria muito que Hildegard estivesse vivo pra ver isso!
Como num passe de mágica, a alguns quilômetros dali, o tufo de areiaestremeceu, dando passagema uma mão, acompanhada de uma voz abafada, vinda de sete palmos de profundidade:
- Mizera!

continua...

13/12/2011

Livro I; Cap. XXIII: Hildegard é forte, voltará são e salvo

Ambos esperaram como loucos o momento do duelo final. Ele havia chegado. Ambos sacaram suas espadas bastardas e puseram-se em guarda, enquanto o grupo seguia viagem, ainda olhando para trás, desconfiados. 
- Hildegard vai se sair bem, vocês vão ver - milo comentava durante a caminhada. 
E o duelo começou já com um ataque muito forte do clérigo, fazendo sua rival, Karina, afastar-se e logo apelar para seus dotes mágicos. Surge então uma espada de energia que circula e atrapalha a movimentação de Hildegard. 
- Sua mizera! Morra!
Os brados do clérigo o faziam ir para cima com tudo, como é de costume, ignorando a dor dos golpes vindos da espada mágica que o perseguia e atingindo vorazmente o peito da armadura de sua inimiga. Ela caiu no chão se afastando mais uma vez. Já em guarda:
- Venha!
O dia lindo e as poucas e curtas árvores serviram de cenário para aquele embate. Correndo com toda sua força, Hildegard desferiu um golpe fatal - isto é, seria fatal se ele não tivesse caído na tática inteligente de Karina, que com um manejo de espada conseguiu então desarmá-lo. 
- Diga adeus, idiota.
o golpe seguinte atravessou o corpo do clérigo, que balbuciou suas últimas palvaras:
- Mizera...
Hildegard caiu desacordado; minutos depois estava morto. Karina observava tudo de perto. Tendo confirmado sua morte, limpou e embainhou sua bastarda, cuidando de enterrar o corpo do rival. Horas depois, lá estava, ao pé de uma árvore, o clérigo sepultado com todas as honras e pertences. Sua espada fincada na terra, tal como uma cruz. A moça saiu andando rumo a um lugar desconhecido. 
Enquanto isso, o grupo se depara com uma região de forte neblina, onde encontram uma ponte. Dankill:
- Se não erramos o caminho, finalmente chegamos. 
- Parn...

continua...

06/11/2011

Como foi o Fantástico em Pernambuco


Saudações, grandes amigos. Depois de um tempinho curto ausente, trago para vocês um relato do que rolou de mais legal no I Seminário de Literatura Fantástica de Pernambuco, ocorrido nos últimos 03 e 04 de novembro, no CAC/ CFCH da UFPE.

Ficou provado que a academia vem mesmo se importando cada vez mais com esse gênero que por muito tempo foi visto com maus olhos. Percebemos isso desde a participação de nomes de peso da crítica/ produção de litfan brasileira, a saber, Karin Volobuef, Maria Cristina Batalha e Braulio Tavares, que por longas e prazerosas horas discorreram sobre o assunto para auditórios totalmente lotados - algo realmente inesperado.
Abrindo o evento, a pesquisadora Maria Cristina Batalha, da UERJ, exibiu um panorama do fantástico no Brasil, propondo novas tipologias para este, inspiradas nas diferentes abordagens adotadas pelos autores nos últimos séculos. Tivemos também o lançamento de seu O fantástico brasileiro: contos esquecidos (Caetés/RJ), antologia reunindo narrativas que se perderam por motivos diversos, contando com a presença de grandes ícones da literatura, tais como Lima Barreto, Machado de Assis e Aluísio Azevedo.
Já Karin Volobuef brindou o público em sua palestra com detalhes da vida do homenageado do evento: E. T. A. Hoffmann, por muitos tido como o pai do fantástico. Detalhes de sua vida difícil na Alemanha, a influência do romantismo em sua obra e desta em artistas diversos que o sucederam foram explicitadas. Karin também lançou Mito e magia (Unesp/SP). Encerrando o evento, o escritor Bráulio Tavares conduziu um papo muito bem humorado sobre a ficção científica, cyberpunk e afins no país. Outro assunto debatido em detalhes foi a produção de antologias do gênero, ressaltando as dificuldades de organização, as editoras de destaque e os problemas na tradução de contos sci-fi para o português.
Como também fui soltar o verbo, cabe dizer que minha apresentação repercutiu bem, também com auditório cheio. A maior parte das comunicações apresentadas impressionou pela maturidade. Poucos foram os trabalhos que deixaram a desejar. Dentre os bons, vimos  muitos autores nacionais representados e os grandes nomes mundo afora, Borges, Cortázar, Hoffman, também foram tematizados. Chamou a atenção também uma série de trabalhos intersemióticos, como os que estudaram a influência do fantástico na música clássica, em especial em Mozart, Berlioz e Paganini, como também no cinema e nos jogos de RPG. 
Bom, detalhar tudo aqui renderia uma série muito extensa, o que talvez cansaria vocês, leitores. portanto, fiquem com a certeza que hoje é dia de litfan, bebê. Parabéns ao professor André de Sena, organizador do seminário. A arte agradece. Sigamos em frente, pois muita coisa boa ainda está por vir.


Fotos: (1) Stephen King's IT! Exposição de artes de temática fantástica no Hall do CAC/ UFPE. Infelizmente não peguei o nome do autor da tela. Se alguém souber, informe-me para que eu lhe dê os devidos créditos; (2) Karin volobuef em discurso; (3) eu e Mª Cristina Batalha;(4) mesa composta para as apresentações no auditório;(5) eu e o grande Bráulio Tavares.

24/10/2011

Livro I; Cap. XXII: O embate entre os clérigos da guerra

Eis que a fuga se deu, e, durante esta, Kittie explicou que fora torturada por Rorudan e pelo General Heidegger, chefe das tropas de Kandarah. Como não colaborava, acabou perdendo um olho e um braço. Isso a fez revelar que os aventureiros estavam atrás da Vila Parn, o que causaou a prisão deles logo na chegada ao continente do Deserto Verde. Havia ainda dúvidas entre o grupo: parte acreditava que Kittie realmente estava ajudando o grupo, fato que se comprovaria pela contribuição dela na fuga da masmorra do castelo de Junichiro. Por outro lado, alguns do grupo levantavam a hipótese de ser tudo mais alguma tramóia, já que Kittie era uma clériga das trevas. Afinal, por que o interesse de Kittie em ajudar o grupo rumo à Parn? O conflito estava plantado. Dormiram desconfiados durante a jornada, Kittie não apresentou nenhum comportamento estranho, inclusive ajudando em eventuais batalhas. Durante essas o grupo viu sua nova arma. A antiga espada-estrela não mais era manuseada, dando lugar a uma espada aparentemente comum. O fato é que era um ladra das nove vidas, que ao acertar com perfeição um ponto vital do oponente, podia lhe tragar a alma para dentro da espada. Isso causaou ainda mais cautela aos componentes do grupo. 
Já próximo à vila, Dankill, Zephir e os demais se deparam com um rosto conhecido.
- Finalmente os encontrei - bradou Karina. 
- Sua mizera! - Hildegard, arquiinimigo da clériga, prontramente mandou que os demais se afastassem. Teriam um duelo justo para ver quem merecia permanecer vivo.
- Mas Hildegard, não precisamos de um embate, ela está em desvantagem, ignoremos. 
- Vão na frente, saiam daqui e depois alcanço vocês!
Depois de muito relutar, acabram seguindo seus berros para que seguissem sem ele. 
- Vamos confiar, falou Milo, Hildegard é forte, voltará são e salvo.
Enquanto todos se distanciavam seguindo à vila Parn, os dois clérigos se olhavam face a face, sacando suas espadas:
- Esperei tanto por esse momento...

16/09/2011

David Kilder de aniversário!



Bom dia, pessoal! Hoje destaco para vocês que é uma data mutio especial para o rock itambeense (ele pode ter morrido, mas seus vivenciadores continuam lá): sopra 30 velinhas hoje o grande amigo e ex-vocalista da banda Simbiontes, David Kilder. Este foi um dos primeiros a dar a cara a tapa numa região interiorana que pouco conhecia de bandas que não fossem aquelas em que o teclado era capaz de tudo, de gravar guitarras voz até aplaudir pelo público.  A banda persistiu por um tempo, mas sucumbiu à onda inóspita que ressecou as marés roqueiras de Itambé, Pedras de Fogo e região. Mesmo assim, Kilder continua com outros projetos, mais modestos, é verdade, mas que continuam propagando de alguma forma a cultura aos que o cercam. Parabéns, Kilder!
Segue abaixo um vídeo com ele e sua banda (eu no meio) tocando a grande cover do The Who.

Dakid Kilder
Idade 30 anos
Atividades: funcionário público, mestre de RPG, vocalista.
Histórico de bandas: Simbiontes, participações espéciais com Soul Sick e Orfeu.
Atualmente: paradão, cuidando da filha recém-nascida.
 

03/09/2011

Livro I; Cap. XXI: Após 4 meses, a libertação

Ocorre que foram quatro meses que se passaram no mais absoluto obscuro, ninguém sabia o que acontecia do lado de fora, esbravejaram nos primeiros dias, mas logo viram que nada poderiam fazer. Contavam o tempo rabiscando traços nas paredes, tentavam alguma pouca comunicação através dos ecos do corredor que dividia as celas. foi assim até que chega a porta de Milo uma moça coberta de panos - visivelmente um disfarce. A angústia da prisão o fazia desconfiar daquele gesto. Será mesmo que estão nos libertando? Entre morrer enclausurado e buscar a verdade, Milo seguiu com a segunda opção.
Solto pela estranha moça, logo Milo reparou que se tratava de alguém conhecido: era Kittie. A clériga da deusa das trevas, Nami, havia sido derrotada no torneio em Kandarah Maior. Ora, então por que ajudava os nossos aventureiros?
- Mais tarde explico. Temos de libertar os demais, ajude-me com seus dotes.
Assim foi. um por um, todos foram libertados e todos tomaram o mesmo choque ao se deparar com Kittie. Não apenas por causa das suas atitudes, mas por sua aparência lamentável. 
Uma atadura cobria-lhe o olho direito; desfazendo-se do disfarce, via-se claramente que uma manga da vestimenta pendia como se ali faltasse o braço esquerdo. 
- Escute, Clériga - falou Gimli. - O que aconteceu a seu corpo?
demorou-se um pouco olhando o chão, com palvras quase mudas balbuciou.
- Rorudan. Tortura. Logo saberão. 
Não havia tempo a perder, venceram os soldados que faziam a vigília, saíram do castelo pegando de novo o caminho a tão misteriosa Vila Parn.

31/08/2011

A fidelidade em debate (parte I)


Lá vamos nós para mais uma discussão. Já comentamos um pouco aqui sobre as relaçãoes entre o conto e o curta-metragem, citando inclusive o assunto deste post: a fidelidade. Alerto aos paraquedistas que acham que vamos falar de questões éticas e amorosas que não é este o caso. Vamos expor apenas alguns pontos sobre o que devemeos ter na cabeça quando pensamos em "fidelidade" de uma adaptação artística. 
É muito comum, ao nos depararmos com  uma adaptação fílmica, por exemplo, e ao término do filme o avaliar baseando-se se ele foi "fiel" ao texto de origem. Mediante isso, criam-se duas "facções": a dos que acham que fidelidade é essencial e não deve ser quebrada nunca - na adaptação de O senhor dos Anéis (foto), famosa por ser muito fiel, ainda teve gente que reclamou (Que merda! Cadê Tom Bambadil?) . Por outro lado, temos um grupo que defende a autonomia do filme, dizendo que filme bom é aquele que se desprende ao máximo da tal fidelidade. Ora, chegamos a um impasse: quem tem razão nesta briga? Qual a importância da fidelidade? 
Para nortear um pouco nossas especulações exponho que o problema geral nesta questão vem de se usar a tal fidelidade como indicador de valor, o que me parece equivocado. Nenhuma adaptação é boa só por ser fiel ao texto-fonte. O contrário também não sustenta. Até hoje no mundo da arte acredito que não se tenha critério melhor para se avaliar uma obra do que a sua forma, sendo assim muito importante que conheçamos as especificidades dos dois tipos de textos que lidamos para poder saber se realmente a adaptação foi bem composta, independente do tipo de suporte. Exemplificamos o caso com a adaptação fílmica por causa de sua maior exposição, mas também falamos de outros tipos de adaptação, pois um poema pode virar uma canção, uma canção pode virar uma série de TV, uma série pode virar jogo de videogame, ou seja, as possibilidades são muitas. Recomendo aos interessados a leitura dos estudos da Linda Hutcheon, que abrangem uma gama muito variada de adaptações com que lidamos, inclusive para jogos de RPG. 
Mediante as observações aqui feitas, deixem  seus comentários sobre o que acham da fidelidade nas adaptações. Em breve daremos sequência à discussão com alguns exemplos interessantes. Até mais.


27/07/2011

Livro I; Cap. XX: Junichiro e a prisão

A chegada de nossos heróis à costa do Deserto Verde foi conturbada. Muitos soldados, monges, na verdade, aguardavam o navio. À frente da tropa, um homem de traços diferentes, armadura imponente e uma espada bastarda um punho. 
- O que signifca isto - indagou Zephir. - Estamos em paz. 
O líder das tropas anunciou também estar em paz, pedindo apenas que todos colaborassem e se dirigissem a sua morada. O grupo acho muito estranho. Se era uma recepção de boas vindas, por que tantas pessoas ali? Milo deu alguns passos para trás. Ainda do barco, Karina espiava o tumulto na praia, escondendo-se para tentar se livrar de um possivel embate, sabia que, pela quantidade, seria derrotada facilmente. Gimli parecia não ter percebido isto, atravessou a frente de Zephir, falando a Junichiro:
- Só saimos daqui depois que o senhor demonstrar que é capaz de deter o Gimli, o Texugo Vermelho.
- Se prefere assim, vamos lá. 
Junichiro pediu que todos se afastassem; queria uma luta justa e sem intromissões. Realmente ninguém se intrometeu, porém ficava difícil achar justo aquele embate: Gimli era visivelmente inferior ao poder de lita de junichiro, que o venceu sem esforços. Kailan, Dankill e os demais, nedo-se de mãos atadas, resolveram seguir com Junichiro.
O presságio deles de que algo estava estranho era certo. O resultado foi que o grupo fora detido numa masmorra.
Quatro meses lá se passaram.

16/06/2011

Livro I; Cap. XIX: Travessia do oceano

A bárbara bate demais, comentava com seu forte sotaque o General Heidegger, chefe das tropas da cidade de Dornkill, ao ver o desempenho de Dankill durante todo o torneio. Karina Vonkova, clériga derrotada em luta justa por nosso heróis, também admirou-se do poderio, decidindo não tirar o grupo de vista, até pela presença nele de um grande rival, o tembém clérigo da guerra, Hildegard Roxedus. 
Entretanto, o destino do grupo era segredo para toda e qualquer pessoa, perceberam ao longo da jornada vivida que não era om citar a vila proibida de Parn em conversa alguma. Assim, Karina seguiu o grupo sem saber direito o que logo aconteceria. Prepararam-se todos para sair de madrugada, pegando a embarcação que rumava para o continente do Deserto Verde, onde ficava a estranha vila. Escondendo-se em caixas que iam nos fundos da embarcação, Karina não foi vista; acabou, inclusive ouvindo uma conversa entre os heróis em que a Parn fora referida. 
- Então eles querem o segredo de Parn! 
A clériga sabia que todo e qualquer ser, por mais que quisesse, seria impedido de chegar aquele local. Por sinal, ninguém sabe que segredo se esconde ali, pois há muitos anos não se tem notícia de alguém que tenha ao menos chegado perto sem ter sido interceptado antes. Diz-se que alguns antigos e poucos aventureiros conseguiram, mas de lá nunca retornaram. O pouco que se sabe é que há milhares de anos a vila está abandonada e, desde então, ninguém consegue maiores contatos com ela. Karina, que como todo devoto de Kraszler, Deus da geurra, nnão tem medo correndo em suas veias, achou que seriam uma ótima oportunidade de desvendar tal enigma. Ao chegarem na costa do continente de destino, as coisas se complicaram. Escondida na embarcação, Karina viu que Zephir, Milo, Legolas, Gimli, Saruman, Dankill Hildegard e Kailan foram recepcionados por um contingente enorme de monges, todos muito bem armado, liderados por uma figura elegante, portando uma bela armadura de batalha.
- Será que alguém descobriu que vínhamos para cá? - indeagou Milo.
- Olá, forasteiros, espero que colaborem conosco e evitem problemas. Chamo-me Junichiro Sato, sou o regente local.

Continua...

14/04/2011

Livro I; Cap. XVIII: A final, afinal!

Eis que o que os heróis mais repudiavam aconteceu: os dois grupos chegaram à final do torneio, tendo de disputar a tão sonhada premiação entre eles mesmos. Não era do desejo de Saruman, Gimli e Milo nem de  Hildegard, Dankill e Legolas render-se para que um grupo ficasse com o prêmio. Como é de avaliar, há nisso uma ponta de ganância, afinal, o dinheiro serviria para a gtravessia que fariam, mas e quanto à armadura? Com quem ficaria? 
Foi uma luta violenta.  Apesar de haver um mago no primeiro grupo, Saruman, a batalha se fazia equilibrada, graças aos seus dotes mágicos. Mesmo assim, o resultado saiu positivo para o outro grupo, dotado visivelmente de um vigor físico invejável, que sobrepujou, ao menos ali, o poder da magia; como Milo também não era um combatente vigoroso, o resultado sai mesmo positivo aos brutos. De comum acordo, a armadura do dragão (este nome vinha de sua confecção, feita em grande parte do couro do bicho) ficou para Dankill, o dinheiro foi guardado, pois agora poderiam encaminhar-se ao porto e pagar para atravessar o continente ao encontro da misteriosa vila Parn.

Continua...

21/02/2011

Livro I; Cap. XVII: Kittie vs. Dankill

É pena que Kittie não tenha sido tão efetiva em seu embate. Não tanto por falta de poder de sua parte, mas pela eficiência de Dankill, Hildegard e Legolas em neutralizar as investidas de Rasputin e Wiltord, os dois aliados do grupo da clériga. Mesmo tendo perdido aluta, Kittie deixou muitos que assistiam pasmos. O primeiro dos motivos foi pela estranha arma que carregava, exótica e talvez única, chamada por ela de espada-estrela. Viu-se que ela podia proteger como um pequeno escudo, cortar como qualquer lâmina e ainda ser arremessada violentamente e retornar tal como um bumerangue. Isto, somando-se à magias de energia extremamente negativa, fizeram de Kittie uma adversária de respeito. Zephior, Kailan e os demais espectadores ficaram muito assustados quando ela tocou o peito de Dankill com sua mão cadavérica, um toque que, segundo os conhecimentos de Zephir, o poria morto imediatamente. Por sorte, o vigor de Dankill é grande e a magia acabou não surtindo o efeito que ela queria. Todos atacaram em conjunto, sem dar chances à clériga, que acabou se rendendo.
Derrotada, Kittie observara a alegria do grupo, mas vendo que sua misteriosa missão estava apenas comeando, passou então a bolar a primeira aproximação. O grupo vencedor se aproximou então da final, que contaria com tudo que ele não queria.

Continua...

29/01/2011

Livro I; Cap. XVII - O machado rachado e a rivalidade entre os clérigos

Entretanto, antes de qualquer outra coisa, Dankill, Hildegard e Legolas deveriam passar por um grupo especial, o de Karina Vonkova, Schweinzteiger e Wiltord. A clériga e dois competentes guerreiros foram os adversários da segunda fase do torneio. Os da primeira não tinham sido tão fortes, agora os heróis teriam oportunidades para testar suas habilidades mais poderosas. Foi o que aconteceu.
O guerreiro Schweinzteiger logo mostrou a que veio e com um golpe poderoso de sua espada, conseguiu rachar o machado de Dankill.
- Miserável!
O ódio subiu a cabeça do bárbaro, que ensandecido partiu para cima do adversário com golpes violentíssimos, um em especial num ponto vital, não dando mais chance ao guerreiro. 
Wiltord não foi muito eficiente, cabendo à Karina estabelecer a vitória. Usando de magia para criar uma arma que atacasse um inimigo, partiu para cima do outro. Hildegard a conhecia bem, eram clérigos que veneravam o mesmo deus, mas talvez sem a mesma astúcia. Logo, a clériga conseguiu entretê-lo com sua mágica, partindo para cima de Legolas. Como era de se esperar, cuidar de três adversários era impossível, o que acabou decretando a derrota de Karina. Vítima do riso de Hildegard, sua arqui-inimiga jurou encontrá-lo em breve para um acerto de contas. Saiu, sempre com cara de poucos amigos.
continua...

17/01/2011

LIvro I; Cap. XVI: Kittie

Visivelmente uma clériga maligna, mas não de aparência forte e astuta tal qual Karina Vonkova; a moça era também magra, mas muito mais pálida (por muitas vezes o grupo pensou que estava diante de alguém muito doente). Ao contrário do que sua aparência sugeria, ela logo se tornou temida, tamanha fora a objetividade e frieza do único ataque com que venceu seu primeiro adversário. A pequena cruz em forma de estrela invertida foi tocada, seguiu-se uma energia nefasta que fez sua mão parecer decomposta; um toque e o adversário caiu sem forças no chão, socorrido às pressas. Kittie, a tal clériga de Nami, deusa das trevas, sacou então uma arma estranha, misto de espada e bumerangue, que chamava de espada-estrela, no intento de atirá-la contra os demais alvos, mas não fora necessário. Seus companheiros de grupo já tinham também tomado conta da luta. Zephir, da platéia, engoliu seco aquela cena, Dankill sorriu com a oportunidade de uma grande batalha logo mais.

continua...

30/10/2010

Livro I; Cap. XV: Os outros

Tendo os amigos Kailan e Zephir sido eliminados logo no primeiro embate, os demais se preocuparam em avaliar melhor seus adversários para não serem as novas vítimas. Saruman sentiu-se ansioso para testar seus dotes quando viu que havia um grupo só de magos, chamados Mildred, Thabatus e Delphos. Hildegard ficou ainda mais ansioso, pois encontrou dentre os grupos uma pessoa muito familiar a ele.
Karina Vonkova, também clériga da guerra, arquiinimiga de longa data. A armadura avermelhada e imponente escondia uma moça até franzina, o que lhe tirava força mas lhe proporcionava maior habilidade com a espada. Somando-se isso à conduta extremamente impulsiva de Hildegard, aquela moça representava uma ameaça. Dois guerreiros a acompanhavam, chamavam-se Wiltord e Schweinsteiger.
- Pelos nomes devem ser um monte de lixo!
Outro grupo chamou a atenção também, o dos irmãos, praticantes de artes marciais. Lyora e Fubuki estavam acompanhados por Suzy Shifter, uma moça especialista em briga de rua.
- Outro bando de lixo! - resmungava Hildegard.
Por fim, muitos sentiram-se amedrontados ao ver lutar uma outra mulher...

Continua...

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