"Ascensão e queda": romance de estreia!

Saiba como adquirir seu exemplar.

Contos de Wander Shirukaya

Para aqueles que querem conferir o que tenho escrito, dêem uma olhada aqui!

Tergiverso

Sensualidade em forma e conteúdo aguardando sua visita.

O híbrido e a arte

Animes, cinema e literatura

Procurando entrevistas?

Amanda Reznor, André Ricardo aguiar, Betomenezes... Confira estes e tantos mais entrevistados por Wander.

Mostrando postagens com marcador Balelas. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Balelas. Mostrar todas as postagens

14/06/2013

Silêncio Interrompido em Itambé dia 15/06!


Amanhã em Itambé teremos mais um evento com a mão do movimento Silêncio Interrompido (PE).  O evento contará com lançamentos de livros, bate-papos e o final terá, como sempre, o sarau. Estarei por lá. A quem estiver de bobeira e quiser ver o que a literatura da Mata Norte pernambucana anda produzindo, dê um pulinho lá. Confira a programação.

SILÊNCIO INTERROMPIDO - INTEGRAÇÃO CULTURAL

PROGRAMAÇÃO

TARDE:

(13H – 17H) EXPOSIÇÃO DE ARTES VISUAIS
- Fotografias de Marcos Guedes
- Acervo Memória nas Ondas das Mídias Livres
- Emanuel Guedes com releitura de obra de artes.

(Local: Biblioteca Municipal de Itambé)

(13H – 14H) MOSTRA DE AUDIOVISUAL
- Paulo Leminski - Ervilha da Fantasia (29 min)
- Manoel de Barros - Caramujo-Flor (21min).

(14:30h – 15:30 h) TEXTOS POÉTICOS:
- ESTÉTICA DO LAHARSISMO com Luis Serguilha : Poeta, Crítico e Ensaísta. (Portugal)

(16h – 17h) Lançamento dos Livros & Roda Literária:

Autores conversão com o público sobre as experiências de publicação independente na região da zona da mata norte.

- “Goiana Revisitada – MSI” com Ademauro Coutinho, David Borges, Geisiara Lima, Philippe Wollney, Wander Shirukaya e Wendell Nascimento .

- “Clube do Conto da Paraíba” com Wander Shirukaya

- “Poemas de um eu cretino” com Philippe Wollney

(Local: Biblioteca Municipal de Itambé)

NOITE:

(19:00H) RECITAL COM OS POETAS:

• André de Pina (Carpina)
• Cris Souza (Carpina)
• Bringa Poeta (Tracunhaém)
• Enoo Miranda (Nazaré da Mata)
• Andersom Coelho (Nazaré da Mata)
• Álvaro Goés (Timbaúba)
• Geisiara Lima (Itambé)
• Adelson (Itambé)
• Maria José Galdino (Itambé)
• Emanuel Jorge (Itambé)
• José Alberto (Itambé)
• Jaíres (Itambé)
• Wander Shirukaia (Itambé)
• Ademauro Coutinho (Goiana)
• David Borges (Goiana)
• Edson Henrique (Goiana)
• Wendell Nascimento (Goiana)
• Philippe Wollney (Goiana)

(Local: Biblioteca Municipal de Itambé)

(21h – 21:40h) Apresentação do Rapaziada Voz Ativa [R.V.A]
(Local: Biblioteca Municipal de Itambé)

SERVIÇO:

Quando:
15 de Junho [próximo sábado] a partir das 13h.

Onde:
Biblioteca Municipal Monteiro Lobato, Praça Profº Maria José de Sá de Andrade, Centro, Itambé. [Referência: Praça da Bibliotaca].

Quanto:
Entrada Franca.

Apoio:
Porta Aberta
Iapôi Cineclube
Ponto de Cultura Alafiá

Realização:
Silêncio Interrompido
Prefeitura Municipal de Itambé


26/03/2012

Como foi a 3ª edição da FLIBO


De 21 a 25 de março deste ano, na cidade de Boqueirão, no Cariri paraibano, ocorreu a III FLIBO - Feira Literária de boqueirão. Estive por lá para deixar minha fala na palestra "Lirteratura Contemporânea e as novas mídias de comunicação", bem como para lançar meu livro de contos, Balelas. Além de mim, muita gente boa também apareceu, fazendo com que o evento fosse um total sucesso. 


As palestras aconteceram duirante as tardes na Câmara Municipal da cidade, sempre contando com bom público e rendendo bons debates. Os assuntos foram dos mais variados; tivemos desde aspectos da Literatura de Cordel da atualidade (com o cordelista Manoel Monteiro) a depoimentos que misturaram teoria e emoção ao falar de como ser um bom crítico literário (com Hildeberto Barbosa Filho). Além do lançamento de Balelas, o amigo e poeta Jairo Cézar deu uma prévia do que está vindo com seu Rapunzel e outros poemas da infância e Bruno Gaudêncio chamou o público para debater o porquê do nordeste se apegar tanto ao que se conhece como regionalismo na literatura. Isso mostra que o núcleo CAIXA BAIXA continua firme e forte com presença nos grandes eventos da região. Também tivemos convidados vindos de outras bandas, como o grande poeta baiano José Inácio Vieira de Melo, que mandou bem num recital só seu ao término da feira, e a escritora Janaína Rico, de Brasília, que mostrou muita simpatia e angoriou muitos simpatizantes para o seu projeto "Ler está na moda". 
Evidentemente, o evento ainda teve muito mais, falar o nome de todos os presentes seria criar uma enorme epopéia, mas fica aqui o registro da grande festividade que foi a feira em todos os instantes, nas oficinas de arte e literatura, na poesia declamada - ou aboiada - em plena feira livre da cidade como nos shows que marcaram as noites de todos os que visitaram Boqueirão nessa ocasião. resultado? Muitos amizades formadas/ formando-se, cultura para o povo (e de graça!) e muita diversão. Desde já agradeço à Mirtes Waleska Sulpino e toda a equipe responsável pela manutenção de tão precioso evento. A literatura, tenho certeza, agradece e aguarda ansiosa os anos vindouros. É isso aí.

 Fotos: (1) Sanfona e poesia rolando em plena feira livre de Boqueirão; (2) Público lotando a Câmara durante as palestras; (3) Hideberto Barbosa Filho; (4) José Inácio Vieira de Melo autografando seu Roseiral; (5) Tarcísio Pereira (PB), eu e Carlito Lima (AL); (6) Com Janaína Rico, autografando Balelas.

19/03/2012

"Balelas" sendo lançado em Boqueirão - 24/03!




Palestra Literatura Contemporânea e as novas mídias de comunicação
Com Wander Shirukaya (PB)
Data: 24/03/2012 | 15h | CEFAR
 
Saudações, pessoal. Essa postagem serve para informar que neste fim de semana, mais precisamente dia 24, sábado, estou lançando meu livro de contos, Balelas (Mutuus, 2011), durante a Feira Literária de Boqueirão - FLIBO 2012, que este ano homenageia Loudes Ramalho e Bráulio Tavares. Na opotunidade, ministro também a palestra "Literatura Contemporânea e as novas mídias de comunicação". Sondo assim, apareçam e espero que apreciem o evento como um todo.

Serviço:
 
Título: Balelas
Autor: Wander Shirukaya
Número de Páginas: 104
ISBN: 978-85-64722-05-7
Fomato: 14x21
Preço: R$ 28,00


14/02/2012

Lançamento de "Balelas" em Campina Grande

 
Pessoal, vejam o cartaz acima com todas as informações: estou lançando Balelas na cidade de Campina Grande - PB neste sábado. Também participarei de um bate papo sobre RPG e ficção científica, tudo como parte do III Encontro de Literatura Contemporânea, realizado pelo Núcleo Blecaute. Vamos nessa.

06/02/2012

III Encontro de Literatura Contemporanea - Campina Grande - PB


Finalmente saiu a programação do III Encontro de Literatura Contemporanea organizado pelo Núcleo Blecaute do qual fazem parte João Matias e Bruno Gaudêncio. O tema desde ano é Saudades do Futuro: a ficção científica no Brasil e no mundo.
Os membros do Caixa Baixa Roberto Menezes e Wander Shirukaya participarão de dois bate-papos e lançarão os seus livros junto com Bruno Ribeiro. Pra terminar haverá o Sarau Caixa Baixa pra agitar a noite da cidade
Os detalhes estão no site: http://novaconsciencia.com.br/
———–
Abaixo a programação completa:
SAUDADES DO FUTURO: A FICÇÃO CIENTÍFICA NO BRASIL E NO MUNDO
III ENCONTRO DE LITERATURA CONTEMPORANEA
SAUDADES DO FUTURO: A FICÇÃO CIENTÍFICA NO BRASIL E NO MUNDO
Sábado, Dia 18/02/2012, no CEDUC II (Centro de Educação da UEPB), em Campina Grande, Paraíba.
09h00 – Palestra de Abertura: “A edição e tradução de Ficção Científica no Brasil” – com o escritor Bráulio Tavares (PB) – Mediação: Bruno Gaudêncio.
10h30 – Bate-papo I- “Ficção científica: um gênero político?” – com o crítico literário Germano César (PE) e o filósofo Eustáquio Silva (PE) – Mediação: Janailson Macêdo
14h00 – Bate-papo II – “Verdades científicas em ficções imaginadas” – com o escritor e físico Roberto Menezes (PB) e o cientista Tiago Massoni (PB) – Mediação: João Matias de Oliveira.
15h15 – Lançamento dos livros: Balelas, de Wander Shirukaya (Contos, Mutuus) e Despoemas, de Roberto Menezes (Contos, Atalho)
15h30 – Bate-papo III – “Realismo fantástico, RPG e a escrita de ficção científica” – com os escritores André de Sena (PE), Wander Shirukaya (PB) e Ricardo Kelmer (SP) – Mediação: Bruno Ribeiro
16h45 – Lançamento dos livros: O Irresistível Charme da Insanidade, de Ricardo Kelmer (Romance – Editora Arte Paubrasil), Assinatura, de Valberto Cardoso (Poesia, editora idéia),
17h00 – Palestra de Encerramento – “Narrativas de realismo fantástico, de ficção científica e de teor místico/macabro no conto brasileiro recente” – com o escritor e crítico literário Rinaldo de Fernandes (PB) – Mediação: Flaw Mendes
18h15 – Relançamento dos livros: O Professor de Piano (Contos, 7letras) e o Perfume de Roberta (Contos, Garamund), de Rinaldo de Fernandes.
18h30 – Sorteio de livros e lançamento de Poluição Mental, E-book de Bruno R. R. Santos
19h00 – Sarau do Núcleo Literário Caixa Baixa no Vitrola Bar
Informações: (83) 8844.9131 / revistablecaute@gmail.com


Texto e foto extraídos do blog do CAIXA BAIXA. Fonte:  http://caixabaixa.org/2012/02/04/iii-encontro-de-literatura-contemporanea/

27/12/2011

Como foi o lançamento de "Balelas" em Itambé



Olá, pessoal. Aqui vai um breve relato do que foi o lançamento do meu livro de contos, Balelas, na minha "cidade natal", Itambé - PE. na última sexta, dia 23/12, na Biblioteca Municipal Monteiro Lobato, fiz parte de um bate-papo sobre literatura, merdcado editorial e afins, respondendo às várias perguntas a mim direcionadas, indo desde às clássicas sobre o porquê de um pseudônimo tão esquisito e minhas influências literárias à outras pouco convencionais. É sempre bom jogar em casa; digo isso por ver presente muitos amigos e alguns parentes, pessoas com quem convivi durante muito tempo e proporcionam sempre bons momentos. Após o bate-papo, lanchinhos (pois ninguém é de ferro) e a sessão de autógrafos. Fecho esta jornada balélica de 2011 com muita alegria e vendo que, aos pouquinhos, as coisas fluem positivamente. É isso aí.


19/12/2011

Lançamento de "Balelas " em Itambé!


Meus amigos de Itambé-PE, Pedras de Fogo-PB  e região, neste fim de semana, mais precisamente na Sexta, 23/12/2011, às 20:00h, haverá na Biblioteca Monteiro Lobato em Itambé - PE, o lançamento do meu livro de contos, Balelas (Mutuus-RJ, 2011). Na ocasião, teremos também um bate-papo entre escritores, poetas e professores sobre essa difícil tarefa que tem o escritor em nossos dias. A apresentação ficará por conta do Leo Podre, lendário baterista do movimento rock da cidade e grande amigo. Sintam-se todos convidados, vamos lá!


Título: Balelas
Autor: Wander Shirukaya
Número de Páginas: 104
ISBN: 978-85-64722-05-7
Fomato: 14x21
Preço: 28,00 R$


Descrição

Balelas é um livro de refinada literatura, em que a narrativa absorve diversas vozes, que, juntas, pintam um retrato sombrio de nossa sociedade. Não é uma obra simples, nem de leitura fácil, até por sua estrutura textual. São justamente as diferentes vozes que assumem o trabalho da narração e nos carregam pelas pequenas histórias, ora avançando, ora retornando, como se estivessem expressos no papel os devaneios de cada personagem. Balelas é, portanto, uma obra que provoca reflexão, que explicita as manias, os desejos mais sórdidos, as preocupações e até mesmo as loucuras de nossa sociedade - na maioria das vezes, com a predominância do ponto de vista feminino.


05/12/2011

"Balelas" em Goiana! Veja como foi!


Cá estou eu para contar o que rolou de interessante no lançamento do meu livro de contos, Balelas, na cidade de Goiana _ PE, como parte das atividades da primeira edição do K.A.O.S., nova série de eventos da cidade. 
Com atraso considerável, o evento acabou se iniciando por volta das 21:30h. O público presente na Praça João Pessoa então prestigiou primeiramente a já figurinha carimbada do rock local, Prisma Orbe, recheda de blues e outras loucuras comandadas por seu líder Luziano Jardim, vulgo Mago. Já de cara participei dando uma força nos backing vocals na última música apresentada por eles, a pedrada skylabiana Você vai continuar fazendo música?
Em seguida, Philippe Wollney, grande mestre de cerimônia e cabeça do Silêncio Interrompido, apresentou meu livro, convocando todos os presentes a conferir a interessante mesa de exposição, em que o visitante podia chegar, tomar um cafezinho ou uma cachacinha enquanto batia um papo com o autor, enquanto as demais bandas se apresentavam. A idéia deu muito certo e me proporcionou a chance de fazer novos e valiosos amigos. 
Enquanto autografava livros, a banda The Blue Tomato, fazia sua apresentação. Liderada por um ícone do undergroud goianense, Rafael Urbano, a banda traz muito berro e barulho, em clara referência e reverência à era grunge de Nirvana, Soundgarden e companhia.
Por fim, One black two white, banda de hardcore melódico encerrou a noite já se formando madrugada, deixando a certeza de um grande evento. De minha parte só tenho a agradecer a acolhida de meus amigos companheiros de copo, versos e riffs. Foi uma noite muito especial que, espero, possa se repetir logo, logo. Fiquem com algumas fotos de café, vinho e Balelas. 
 




Fotos: acervo pessoal.

28/11/2011

Lançamento de "Balelas" em Goiana - PE

Amigos, é com prazer que convido todos vocês para comparecerem ao K.A.O.S., evento de música e literatura a acontecer em Goiana - PE, conforme especificado no cartaz acima. Na ocasião estarei lançando o meu livro, Balelas, no local. A apresentação dele será do poeta-amigo Philippe Wollney, do Silêncio Interrompido. Compareçam todos!

"Balelas é um livro de refinada literatura, em que a narrativa absorve diversas vozes, que, juntas, pintam um retrato sombrio de nossa sociedade. Não é uma obra simples, nem de leitura fácil, até por sua estrutura textual. São justamente as diferentes vozes que assumem o trabalho da narração e nos carregam pelas pequenas histórias, ora avançando, ora retornando, como se estivessem expressos no papel os devaneios de cada personagem. Balelas é, portanto, uma obra que provoca reflexão, que explicita as manias, os desejos mais sórdidos, as preocupações e até mesmo as loucuras de nossa sociedade - na maioria das vezes, com a predominância do ponto de vista feminino".

09/11/2011

Livro traz contos com personagens femininas*

por Thiago Germano

Os 16 contos que promovem a estreia de Wander Shirukaya na literatura são, em sua maioria, protagonizados por mulheres. Balelas (Mutuus, 104 páginas, R$ 28,00), livro que o autor lança hoje, às 19h, no Terraço Brasil é mais uma obra que se filia a uma tradição que, na música, encontra sua voz mais expressiva em  Chico Buarque. 
"No meu caso, a opção pelo olhar feminino é uma tentativa de explorar novas possibilidades de escrita", justifica Shirukaya, que é pós-graduando em Letras na Universidade Federal da Paraíba (UFPB) e estuda a obra da escritora Lygia Fagundes Telles.
"Acredito que a literatura não tem sexo, que não existe literatura masculina ou feminina, tudo é literatura, boa ou má", pondera o contista, que é natural de São Paulo, mas já residiu nas cidades de Pedras de Fogo e Itambé, em Pernambuco, admitindo-se meio paraibano, meio pernambucano.
Shirukaya também participa do núcleo literário Caixa Baixa, grupo que aglomera jovens escritores paraibanos, do interior e da capital.


* Matéria retirada do Jornal da Paraíba de 5 de outubro de 2011, dia do lançamento de Balelas em João Pessoa.

06/10/2011

Como foi o Lançamento de "Balelas" - 05/10/2011


Uma noite muito agradável para mim foi a desta quarta-feira, 05 de outubro de 2011. Ela marcou o dia em que minha cria, Balelas, veio aos rostos dos convidados que me prestigiaram no Terraço Brasil, Cabo Branco, João Pessoa - PB. Impossível não dizer que este lançamento não tenha sido um sucesso. Grandes amigos, escritores, professores; companheiros de copo e de cruz foram até lá não apenas por mim (havia outros lançamentos durante o evento), mas é fato que aqueles que se deparam com meu livro me pareceram muito felizes. 


Agradeço a presença de todos que lá estiveram, no ensejo de muitos outros lançamentos possam se concretizar oportunamente. Obrigado especial ao amigo e escritor Félix Maranganha, que conduziu a apresentação de Balelas aos presentes. No mais, sigamos, a jornada está apenas em seus primeiros passos. Até mais.


Venda Online: você pode adquirir seu exemplar entrando em contato comigo pelo meu e-mail. Caso seja de preferência, há também a possibilidade de comprá-lo através da loja do site da Mutuus, que deve ser aberto logo mais. Também haverá em breve uma loja no site do CAIXA BAIXA, grupo de que faço parte. Dúvidas, críticas, sugestões e comentários são muito bem vindos ao meu e-mail. 

Fotos: (1) Eu e os organizadores do evento; (2) Balelas em exposição; (3) Como onde tem litPB tem CAIXA BAIXA, mais uma foto do grupo para a posteridade.


03/10/2011

Quarta, 05/10 - Lançamento Oficial de "Balelas"


Sim, meus amigos. Meu primeiro livro de contos terá seu lançamento nesta quarta-feira. Portanto, este post serve como resumo aos que quiserem ir ao lançamento ou adquirir o livro posteriormente. Vamos lá:



SHIRUKAYA, Wander. Balelas. 1 ed. Rio de Janeiro: Mutuus Editora, 2011. 
ISBN: 978-85-64722-05-7
Páginas: 104.
Prefácio: Liane Schneider
Preço: 28,00 R$
Local de lançamento: Terraço Brasil, Cabo Branco, João Pessoa - PB
Data e horário: quarta-feira, 05/10/2011, às 19:00h.


Venda Online: você pode adquirir seu exemplar entrando em contato comigo pelo meu e-mail. Caso seja de preferência, há também a possibilidade de comprá-lo através da loja do site da Mutuus, que deve ser aberto logo mais. Também haverá em breve uma loja no site do CAIXA BAIXA, grupo de que faço parte. Dúvidas, críticas, sugestões e comentários são muito bem vindos ao meu e-mail. 
Obrigado a todos!

28/09/2011

Sobre "A carta"

Continuando a comentar curiosidades sobre Balelas, livro de contos que está às vésperas de seu lançamento, relato agora alguns detalhes sobre um texto nunca antes referido por aqui. A carta - ou adeus, mundo cruel! é um tipo de texto que tenho chamado de conto epistolar (pretendo, inclusive, explicar melhor o que seja este tipo de narrativa oportunamente). Ele é uma carta de suicídio deixada por uma jovem chamada Maria que, desiludida com sua experiência de vida, resolve por um fim a tudo e divagar sobre sua morte. Diferente de As viagens de Sakura, outro conto comentado há pouco, este é bastante prolixo, truncado e simbólico. A densidade incrustada por tristeza e amargura permeia a história de ponta a ponta. Um final estranho convida o leitor a compreender o que se passou, talvez com pouco sucesso. 
Este foi um dos contos escritos de uma só vez, curiosamente não passou por modificações radicais em sua revisão. Tempos depois, fiquei em dúvidas sobre por uma nota explicando um detalhe do conto, mas acabei abolindo-a para manter a densidade da narrativa. Interessante peceber que este foi um dos primeiros contos escritos por mim. Ainda assim, olho para trás e o vejo com ótimos olhos, ainda sinto prazer e inquietação ao buscar compreender Maria (a tarefa não á difícil apenas aos leitores). Se compreendo? Acredito que sim, mas infelizmente o nó que fica na garganta não me permite explicar. O que espero do leitor? Talvez que sinta esse mesmo nó impedir a explicação, convidando novos leitores à missão.


23/09/2011

"Balelas" aos outros olhos

Saudações shirukayanas a todos! Continuando a série de posts sobre o lançamento do primeiro livro, trago a vocês alguns comentários que recebi sobre alguns contos integrantes de Balelas. Estes comentários estarão presentes na 4ª capa do livro. Devo dizer que as palavras me deixaram muito feliz. Afinal, é comum do autor ficar na expecttiva de comentários legais sobre seus textos, mesmo que nem sempre estes sejam positivos (o que é salutar, por sinal). Sem mais, vamos a eles:



“O vazio das lembranças em molduras fotográficas. Saudade, lacunas de uma vida. Belíssimo conto!” – Cyelle Carmem, escritora, sobre “A fotografia”.

“Wander descreve o momento de uma fotografia de forma sublime e encantadora, registrando os diferentes quadros que formam as cenas, ora felizes, ora melancólicas, completando um verdadeiro retrato da sensibilidade.” – Amanda Reznor, escritora e compositora, sobre “A fotografia”.

“O que seria de nossos ouvidos se não fosse a música,  dos nossos olhos se não fosse a literatura? Sua literatura existe pelos dois” – JéssicaMouzinho, estudante, sobre “Às teclas pretas do piano”.

 “Às teclas pretas do piano: - surpreendente!” – JairoCézar, escritor.

Wander Shirukaya foca suas narrativas a partir de um olhar factual, com diretrizes contemplativas; constrói uma lógica de subjetividade, muitas vezes nostálgica, amarga e intensa. Exemplos são os contos: “Barcarola” e “oceano”. – Bruno Gaudêncio, escritor e historiador.
 

21/09/2011

Sakura descolorida

Este é mais um post sobre curiosidades e comentários sobre Balelas, livro que está prestes a ser lançado. Nele comentamos um pouco um dos contos que me parece mais interessante da compilação. As viagens de Sakura é um texto leve, talvez o mais leve dentro da reunião densa que comoe o livro como um todo. A história de uma jovem  mestiça que busca realizar-se na pintura é contada um tom de brincadeira em sua maior parte, sem dispensar um pouco de violência, destacada especialmente em seu desenlace. Entretanto, o conto possui um lado mais complexo, especialmente em sua estrutura, que brinca o tempo todo com as impressões que podemos captar através de cores, especialmente verde, azul e vermelho. Mesmo assim, uma das incursões mais radicais do livro teve, por motivos de força maior, de ser abolida do produto que vai à venda logo mais. Além de usar cores em citações do texto, o próprio texto havia palavras destacadas em cores distintas, conforme a situação. Esta versão "em cores" de As viagens de Sakura, logo, não será encontrada em Balelas, mas, se for o caso e de curiosidade dos que aqui passarem, posso postá-lo mais à frente para os comentários de vocês. Mesmo com esta perda, o texto continuou se apresentando interessante, motivo pelo qual o mantive no rol de narrativas do livro. Vejamos, logo mais, o que vocês acham desta história. 

14/09/2011

Vamos ao lançamento de "Balelas" em João Pessoa!


Olá, pessoal. É com prazer que finalmente anuncio o lençamento do meu primeiro livro de contos. A partir desta semana devo fazer uma série de postagens que comentam o livro para que os leitores do blog o conheçam mais. Sem mais, vamos aos detalhes:

Lançamento de "Balelas", de Wander Shirukaya

Editora: Mutuus - RJ (2011)
Prefácio de Liane Schneider 
Local: Terraço Brasil, em Cabo Branco, João Pessoa - PB
Data e horário: Quarta-feira, 05 de outubro de 2011, às 19:00h.


Conto com a sua presença para engrandecer este momento tão especial. 
Desde já, obrigado! 


03/06/2011

Capa de "Balelas" divulgada!


Bom, pessoal, como já é de conhecimento de quem frequenta este blog, uma série de posts dele é dedicada a comentários sobre o processo de criação do meu livro de contos, Balelas. Eis que a Editora Mutuus enfim apresenta aos internautas a capa deste livro. A editora concentra-se no processo de revisão e diagramação do mesmo, para logo mais proporcionar seu lançamento. Aguardem notícias, comentem a capa, visitem os posts antigos aqui, enfim, o blog é de vocês.


25/05/2010

Às teclas pretas do piano*




Que bonitinha, não é? Os comentários escorriam da sala para o quarto, enquanto os longos cabelos eram presos com um laço discreto ao extremo. Em cada minúcia se sentiria a perfeição no preparo, tal como aquelas atrizes que estão prestes a entrar para a cerimônia de premiação. A saia, pronta para cumprir o dever, apertou a cintura, olhou para o espelho, do reflexo via a franja esconder-se às orelhas, o brilho dos lábios diminuindo, o dos olhos tentando aumentar. A luz foi apagada, deixou a menina correr para brilhar.

A família sentava confortavelmente, a tia batia discreta na mão do filho que arranhava o assento. Jacarandá-da-bahia, lindo, dava dó de sentar. O ambiente era bastante descontraído, muito agradável, uma cama acolhedora de sensações. Cecília, mãe dedicada, esforçava-se ao máximo para não escancarar a satisfação. No centro da sala, o piano. Antigo, mas como todo vintage que se preze, inesquecível a qualquer olho que o debruce. Eis que todos vêem a menina dos olhos chegando absorta, contemplando todo espírito do local. Na sala a cara de tia da tias, o pirralho tentando riscar o móvel, a mãe no tino de sempre, aguardando o sublime espetáculo. Vê que linda é minha filha? Precisa ver como toca, um anjo só! Linda mesmo a sua filha. Mãe, posso ir no banheiro? Que menino chato! Espera terminar a apresentação da sua prima! Faltou organizar a iluminação, mas os presentes não ousavam se queixar. Era só um detalhe perto da luz que logo encheria a saleta. Glória a Deus, todo poderoso, por me dar a dádiva de ter filha tão... Tão...

Dava pra sentir no último fio de cabelo a tranqüilidade com que a garota alongava os dedos, fitando as teclas do piano. Estas, por sua vez, choravam, criavam infindáveis marolas com as lágrimas. Marolas de um pesar que alegrava. Que canção linda! A tia só seguia as palavras de Cecília, que bem sabia quão bela era a tragédia. Dó menor. E a frieza que a música exigia exalava da garota. Uma frieza compassada, respirada em cada intervalo, causando calafrios na platéia, quase nenhum erro.

Quase.

No meio de um trecho tão complexo era de se perdoar que uma nota saísse lugar, ainda mais sem a partitura para a ajuda. A mãe parece ter sido a única a notar, fez meio que um aplauso forçado para disfarçar. Bravo, minha filha! Excelente! A tia aplaudiu em seguida, enquanto o menino fugiu sem ser notado, em busca da felicidade. Os olhos de Cecília, nadando entre marolas sutis como as teclas, orgulhavam-se, enquanto os dedos da menininha concentrados despencavam sobre o piano.

Chega um trecho alegre, bem mais difícil, conduzindo as emoções dos ouvintes. A cara de tia agora era de fã incondicional. Bravo! Esta menina é maravilhosa! Não sabia de nada, mas o entusiasmo contido de Cecília merecia ser manifestado, nem se tivesse que ser por outra pessoa. E descem e sobem escalas com uma desenvoltura assombrosa, quase não se vê o rosto da pianista, debruçada sobre o piano para não perder a concentração, tão grande essa que fazia sorrir às teclas, ao menos às brancas. A mãe rezava baixinho em agradecimento e proteção, especialmente enquanto a canção entrava na parte mais difícil, onde tinha de imbuir-se de um ódio que fervilhasse para culminar nos taciturnos interlúdios do começo, encerrando sua representação. Torço por você, minha filha.

As teclas, felizes, cantarolavam veloz uma melodia que deixava a todos sem ação, criava uma catatonia, uma catarse interna, um infinito de apenas 13 segundos. Eis então o tropeço. Visível. Audível. Perdoável. Com desenvoltura, o mais rápido possível, a canção foi retomada, uma bela frase encerrou a obra de arte. A mãe aplaude, menos contida que anteriormente, com lágrimas nos olhos. A tia segue os passos, eufórica ajoelha seus aplausos em reverencia à apresentação, apesar do pequeno lapso. Tudo acaba bem, o pirralho volta para a sala e pergunta do lanche, dando os parabéns à prima. A menina via os olhos de todos. Felizes. Todos se dirigiam para a cozinha. Cecília aplaudia já comedida, olhava fixamente a filha. A mocinha agradecia com um sorriso, enquanto fitava os olhos da mãe; olhos de palmatória.

21/05/2010

A fúria cotidiana (parte III)


O determinismo pode não ser a pedra fundamental de nossa existência, mas com certeza não podemos negar a força com que ele nos força a seguir como se tudo estivesse premeditado. Por mais que nos esforcemos, vemos um mundo cada vez mais nos impondo a filosofia do "deixa a vida me levar", o que comprova todo o poder dessa fúria de que tanto falo aqui. Em O laço, vemos um grande exemplo disso, já que neste conto todo o conflito é gerado pelo determinismo do contexto. A moça que vive uma vida amarga no orfanato e descobre o amor quando finalmente encontra uma família que a adote, o que traz para si uma infelicidade ainda maior. O fato de ter nascido em um orfanato faz com que todo o seu drama só aumente, mesmo que à primeira vista o leitor pense que a sua dadoção significaria sua felicidade. Segue um trecho que já consegue ilustrar o que digo:

"Foi num dia doze, que eu me lembre, que a felicidade me bateu a porta. Não tive nem tempo de arrumar o laço; Dona Luzia me puxou pra sala, lá tava uma mulher quarentona, bem apanhada. Riu de mim, não por causa do laço torto, mas porque tinha me achado bonita. Que linda você é, meu anjo! Como é comum de pet shop, sorri. Oi, senhora. Meu nome é Beatriz. Que linda! Me admira que esteja aqui ainda. Tem doze anos? Não, nove. E vinha me visitar sempre, eu gostava dela. Vinha ela e o marido, um homem alto, ranzinza. Mas não tinha do que reclamar, senão meus olhos verdes nunca iam ver o lado de fora. No dia que ela me buscou eu senti que o laço tava quase no lugar. Deve ser bom sinal. Era não. Porque naquele dia conheci Davi, o filho da minha mãe. O meu porto..."


20/04/2010

Oceano


É tão estranho... Os bons sempre morrem antes; os que ficam rezam para o choro passar para outro quando morrerem, num ciclo de lágrimas. Iara seguia no mar negro de ondas enormes que conduzia a escuna à lápide. Por quê? O mar, tal qual esfinge, ou se decifra ou, tenha certeza, será devorado. E o que fazer?

Urbano contempla o mar, que em toda sua excelência, está feliz pelo dia da mãe, era dois de fevereiro. Que chatice! Desliga a TV. Volta para a tela do PC e organiza as planilhas, gigantescas redes pescando dados. Navega pelo mar de informações, cliques e afins. Barulho. Muito barulho. Cadê a mãe desse pirralho pra calar o danado? Ele vai aprender a não desrespeitar um pai ocupado, ah se vai! O filho não tinha pena do colesterol puro que era a vida de Urbano. Pai, me leva pra praia no fim de semana? Praia? Vai ver o que na praia, menino? Tudo pronto, filho falando sozinho e lá se vai Urbano para a agência.

E a tarde passa, no vai e vem do mar. Lucas o vê, dá um trago no cigarro, a namorada coladinha assiste o cinza da fumaça a fundir-se com o cinza do fim do dia nublado. Vamos? A maré hoje não tá pra peixe: tá pra nós, meu amor. Realmente, o mar esperava o vivaz golfinho e a melíflua sereia. Sinal da cruz feito, pranchas na mão, atiram-se ao maior prazer que podiam ter juntos: viver os tubos, floaters e 360ºs.

E o mar de lágrimas se segue. O pobre Juninho chora copiosamente. Tenho medo! Tenho medo! Calma. A mãe é só consolos. Ela jamais exibiria ao filho as unhas no sabugo de tanto roer. Eles apenas esperavam o doutor voltar do mar. Mar de concentração. Todo cuidado é pouco numa cirurgia deste porte, mas tudo bem. Urbano deu sorte. Como é que se tem sorte por precisar urgente de um transplante? Não era bem isso. Urbano teve a sorte de ter um novo coração à disposição justo no momento em que mais precisou. O médico tranquilamente cuida de tudo, altos prêmios no ramo dão mais ares para a conclusão de um ato tão delicado. Mas, vamos rezar. Tudo vai dar pé.

Iara, como toda boa patricinha, exibe-se num intenso mar de beleza afrodisíaca. Top less. Se pudesse fazia tudo less, só para que as retinas circunvizinhas melhor a desenhassem. Mas naquele dia algo de diferente acontece: ela vê o mar, e no mar avista a sua paixão, o surfe. Vou me dedicar e aprender de uma vez por todas. Assim vai ao encontro do mar, de encontro a Lucas. Segue-se a maré de gírias, beijos e declarações de amor à liberdade.

Tá vendo só? Juninho não se conforma com o que está acontecendo. Logo mais o pai, Dr. João Urbano, ia acabar tendo alguma complicação cardíaca por causa do sedentarismo que ostenta com orgulho. Tem de parar com isso, bem! Quem tem que parar de me encher é o seu filho! Não vê que tenho que terminar isso aqui para entregar mais tarde? A esposa entrega o pires com o hambúrguer e puxa o filho para a sala de estar. Juninho não tem culpa de nada, Urbano.

Começa a chover fino, Lucas adorava surfar nesse clima. O mar o leva, ninguém se separa do cortejo, pois o último adeus tem de ser cumprido. Um cortejo de grandes amigos; Lucas não tinha parentes próximos. Nenhum além da Iara, com quem se casava todo santo dia, a cada banho de mar, a cada beijo. Chora Iara, você perdeu um garoto de ouro. Perdeu a vida. Com tanta gente ruim pra morrer no mundo por que logo o mais precioso? O mais carinhoso? O mais meu?... O que que a vida fez da nossa vida? Como ir para o mar agora, se hoje Lucas é recebido pelo mar de sete palmos de profundidade?

- Pai, quando a gente vai pro Havaí?

- O seu pai tá pra vender a moto e fechar outros negócios aí, Juninho. Não se preocupa não que, no mais tardar nesse fim de ano a gente vai.

- Pai!

- Que foi, meu filho?

- Eu te amo.

O pai de Juninho sorri feliz de ver o mar de alegria do filho adolescente, juntos aprendendo a guiar a prancha. Vinha por aí um grande história para contar.

O mar pra mim é como um deus. Será que Deus é o mar? Por que o mar faz isso com a gente? Iara é um retrato da desolação. Sentada na praia, com a roupa surrada, cheia de areia, falando ao mar em línguas de fogo, como mulher de pescador a esperar a volta do barco. Catatônica, só os olhos reagiam, vertendo o choro que compõe o oceano, eterna saudade, pesada tristeza. O sol se põe, a lua também; o coração se espreme sangrando nas mãos.

Juninho se espalha em alegrias, sorrisos. Deu a louca no papai! Que deu nele para querer assim, sem mais nem menos, passar o fim de semana na praia? Nunca em seus trinta anos isso tinha ocorrido. O melhor mesmo já acontecia. Ao chegar o garoto vai ter com o mar, leva a mãe a tiracolo. Urbano apenas pára, senta, procurando algo que os olhos dos outros, tão triviais, não vêem. Nunca que tive vontade de vir aqui, hoje quero mergulhar, ser o melhor amigo do mar. Os olhos respondem ao brilho sorridente do sol do fim de tarde, vertendo um choro não de tristeza, mas de alegria. Bem vindo, Urbano, toma tua faixa de senhor do Atlântico! Toma teu gibão e teu chapéu de capitão, que hoje finalmente navegarás de verdade!

Não! Os poucos curiosos fazem um círculo na praia. Não! O salva-vidas, triste, vê que não conseguiu chegar a tempo. Não! Mas não foi esse surfista que inventou de pegar a crista daquelas ondas com o mar desse jeito? Não! Os curiosos comentam, tinha até alguns que conheciam o rapaz. Não! Não era aquele que vem sempre por aqui com a namorada, uma loirinha que também surfa? Iara, o nome dela. Não! Mil nãos se aproximam estridentes da multidão; Iara não se conforma com que vê, cai, beija o corpo do namorado, os mais sensíveis acodem-na, os demais fazem piadinhas indecifráveis de tão baixas...

- Como eu estou, doutor? – pergunta Urbano, ainda no leito parecendo barco amarrado na margem, cheio de fios.

- Deus é grande, Dr. Urbano. A operação foi um sucesso. Pode haver rejeição, mas acredito piamente que logo, logo o senhor vai poder retomar suas atividades. Parabéns!
O contador sorri, o porto seguro se fez. O Juninho pára de se sentir culpado. Traz uma pizza para comemorar!

Uns avós não sei de onde ligam para Iara. Querem saber do acontecido. Depois de muita explicação e choro, ela segue a vontade deles, mesmo sem saber se era da vontade do morto, mas achava que era provável que Lucas ficaria feliz. Ela então organiza a papelada, permitindo a doação dos órgãos dele. Vida longa, Lucas, onde quer que esteja.
Crise de aeroporto é foda! Urbano não gosta do que ouve do filho, reclama com serenidade e sinceridade. Mas não era o senhor quem sempre falava essas coisas? Urbano não é mais o mesmo de uns tempos para cá. Deixa de reclamação que assim que esse vôo sair gente vai pra o Havaí. Entre abraços no filhão e na esposa, ele cisma com alguém noutra fila, afogando-se em desolação. Mas... Por que tenho a forte impressão de já ter visto aquela loira antes? Cismada com o homem que a observava estranho, Iara põe os óculos escuros para cobrir o olhar e se vira para as outras filas do aeroporto, a pensar.

[Wander Shirukaya]


Foto: http://www.gocaptiva.com/gulfside-images-4-05/Couple%20on%20the%20beach1.jpg

Twitter Delicious Facebook Digg Stumbleupon Favorites More