"Ascensão e queda": romance de estreia!

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Contos de Wander Shirukaya

Para aqueles que querem conferir o que tenho escrito, dêem uma olhada aqui!

Tergiverso

Sensualidade em forma e conteúdo aguardando sua visita.

O híbrido e a arte

Animes, cinema e literatura

Procurando entrevistas?

Amanda Reznor, André Ricardo aguiar, Betomenezes... Confira estes e tantos mais entrevistados por Wander.

28/11/2012

Novo livro à vista!



Pois bem, pessoal, cá estou eu para anunciar o lançamento de mais um livro de que faço parte, organizado pelo Prof. Dr. André de Sena (UFPE), trazendo uma série de artigos sobre literatura ffantástica.
 “Literatura fantástica e afins” (Ed. UFPE) será lançado no Miniauditório 01 do Centro de Artes e Comunicação (CAC/UFPE), no próximo dia 30 de novembro, às 16h30, dentro de um evento acadêmico organizado pelo NIG e Belvidera, núcleos de pesquisa do Depto. de Letras da referida Universidade. Todo(a)s convidado(a)s!

01/11/2012

Música pra escrever (parte IV - final)

Eis então a última parte da série falando sobre bons álbuns que costumo ouvir durante o processo de escrita:

Um dos álbuns duplos mais importantes da história da música, Mellon Collie and the infinite sadness (1995) é obra-prima dos Smashing Pumpkins. Acrise no mercado fonográfico já começava a dar as caras, mas nem por isso a banda se intimidou, trazendo dois discos que primam pela beleza e ousadia. ouça no talo "Fuck you (an ode to no one)", "Thru the eyes of the ruby "e os hinos "Bullet with butterfly wings" e "Tonight tonight".

Um pouquinho depois, o Radiohead também resolvera chutar o pau da barraca e compor um álbum complexo, delicado e que soa como boas vindas à tecnocracia. Ok computer (1997) dita tendências dentro da música até nossos dias e, sem dúvida alguma, é um disco primoroso. ouça os clássicos "Paranoid android", "No surprises" e "Karama police". Boa viagem.


Para encerrar, trago um grande disco de heavy metal que acredito que nãoi deva faltar à discoteca de ninguém. And justice for all (1988) é até hoje um álbum venerado pelos fãs do Metallica, tanto que alguns desses dizem que este fora seu último álbum, que depois dele a banda se rendeu ao mainstream, etc, etc. mimimis à parte, bata com tudo sua cabeça ao som de "Blackened", "Dyers eve" e do hino headbanger "one". \m/




Bom, é isso aí, poderia ficar aqui citando milhares de bons discos, mas o tempo urge e temos que seguir em frente. Espero que tenham apreciado a seleção. 

Confira a parte I, parte II e parte III.

23/10/2012

Música pra escrever (parte III)

Na última postagem priorizei algumas predileções mais obscuras, pouco conhecidas. Hoje vamos na direção oposta pegando coisas mais atreladas ao cenário pop mundial.

A conhecidíssima banda brasiliense deixou inúmeros hits de sua carreira. Poderia citar aqui várias das canções que encabeçam As quatro estações, seus álbum mais famoso, mas prefiro a beleza de "A montanha mágica" ou "Metal contra as nuvens", que podem ser encontradas em V (1991); Só de comentar deu vontade de ouvir.







Moby apareceu de vez para o mundo com Play (1999), trazendo um som bem diferente de seus primeiros discos. Ficou reconhecido pela mescla de blues e música eletrônica, que rendeu grandes clássicos como "Why does my heart feels so bad" (de clipe belo e triste) e a porrada "Bodyrock". Aperte o play e seja feliz. 






O britpop, por si só, já poderia muito bem encabeçar uma lista à parte aqui, visto a quantidade de artistas que admiro que são enquadrados neste grupo. Mas, para citar apenas um, fiquei com o disco delicado e emocionante This is my truth tell me yours (1998), dos Manic Street Preachers. Destaques para "You stole the sun of my heart", "Tsunami" e a belíssima "If you tolerate this, your children will be next". Confira o clipe dela também assim que puder pelo youtube. É isso aí.


continua...

confira também a parte I e a parte II.

10/10/2012

Música pra escrever (parte II)

Continuando minha lista de 12 discos interessantes que ouço como inspiração, deixo agora um grupo de três discos bastante obscuros, porém muito legais. Vamos a eles:

Zeuhl é um gêneros musicais mais abertos a novos elementos que existe (se é que podemos cogitar que isto também não valha aos demais gêneros). Com base nisso, não é de se estranhar que um de seus maiores nomes na atualidade, Koenji Hyakkei, demonstre alta desenvoltura e qualidade. Nivraym (2001) mistura ópera, rock progressivo, jazz/ fusion, punk rock e o que mais conseguir pelo caminho, em músicas caóticas, extensas e igualmente belas e divertidas. Ouça a faixa-título e "Lussessoggi Zomn", esta uma incrível viagem que dá uma ideia do que encontrar neste álbum.

Já na linha prog mais clássica, a Locanda delle fate possui um disco essencialmente melodioso, para cantar as linhas de teclado e guitarra enquanto lidamos com a vida afora. Forse le lucciole non si amano piu (1977) é de uma sensibilidade admirável do começo ao fim. Ouçam atentamente "A volte un instante di quiete" e viagem com seus minutos iniciais. "Sogno di estunno" também merece ser citada. 




A desvairada KatieJane Garside, antes de ser conhecida pelo Queen Adreena, foi parte de uma banda de rock alternativo do início dos anos 90, a Daisy Chainsaw. Mesmo nesta época, essa artista que me inspirou a criar a protagonista do meu romance inédito já demonstrava toda a virulência e beleza de sua performance. Mesmo que Eleventeen (1992) tenha sido ofuscado por outros grandes álbuns do grunge, aqui há a certeza de músicas muito legais. Destaques para "You be my friend" e para a clássica "Love your money". Divirtam-se!



Continua...


03/10/2012

Música pra escrever (parte I)

Com certeza alguém já deve ter chegado para você escritor e perguntado se você ouve alguma música em especial enquanto escreve. Alguns escritores preferem o silêncio, outros música de elevador, outros algo mais pesado. Sim, já me fizeram essa pergunta e, para respondê-la, resolvi criar essa pequena série falando sobre doze bons discos que ouço durante a escrita. Entretanto, ressalto que música não é exatamente o que me inspira; prefiro ler coisas não diretamente ligadas à escrita (filosofia, sociologia, psicollogia, etc.), fazendo com que novas situações apareçam e possam virar boas narrativas. Bom, vamos aos 3 primeiros discos:

O disco mais famoso do Tool, Lateralus (2001), é uma viagem que transgride tudo o que se espera de um disco de heavy metal. O álbum, cheio de citações à Thelema, é dificil, obscuro, mas absolutamente prazeroso de ouvir. Destaques para "The grudge", "Schism" e para a faixa-título, que possui densidade e complexidade pouco vistas nos dias de hoje.


 


Se existe alguém que possa representar com maestria a expressão "cantar com o coração", este é Jeff Buckley. Morreu cedo, mas deixou Grace (1994), álbum que transborda emoção, especialmente pela interpretação do cantor. Destaques para "Lilac wine" (que já recebeu de mim uma adaptção para narrativa curta), "Life eternal" e "Last goodbye".





Banda de influências bastante variadas, de Coltrane a King Crimson, The Mars volta possui álbuns excelentes. Embora a maior parte de seus fãs prefira De-Loused in the Comatorium (2003), disco de estréia, acredito que Amputechture (2006) é onde a banda consegue seu ápice. Um disco de longas faixas, repleto de melodias atípicas e incursões experimentais. Ouça a faixa-título, a balada "Asilos Magdalena" e "Tetragrammaton"; esta última uma viagem de 17 minutos com tudo que a banda tem de bom a oferecer. Discão.


Continua...

01/10/2012

Retomando as atividades



Mês de setembro, como passei por um período de indas e vindas, mal pude parar para bolar algo para o blog. Isso resultou nesse hiato de um mês sem postagens, mas retorno agora. Darei andamento a algumas séries que andam estancadas por aqui e trarei coisas novas para discussão. Durante essas "férias", estive na Fantasticon, em São Paulo, em Goiana para evento na FFPG e outras viagens menores. Também teve lançamento do Goiana revisitada, coletânea de poesia de que faço parte, do site do Silêncio Interrompido, onde estreei como colunista,  ainda vem mais coisa por aí. Vamo que vamo.

24/08/2012

Lançamento de "Goiana Revisitada" dia 15/09 em Goiana!



Pessoal, é com prazer que venho aqui anunciar para vocês que o livro Goiana revisitada, que reune material produzido pela turma do movimento Silêncio Interrompido (Goiana-PE), finalmente está pronto para seu lançamento. Como não podia deixar de ser, a debut da coletânea será em sua cidade natal, mas logo dve ganhar apresentações pela vizinhança. Também estou com alguns poemas meus nesta coletânea, com muita alegria. Quem puder aparecer não se arrependerá.

Local: Cineteatro Polytheama
Rua Direita, Centro, Goiana-Pe
data: 15 de setembro de 2012, 19h
Lançamento do Livro: Goiana Revisitada e do Site do Movimento Silêncio Interrompido

Recital de poesia e discotecagem
Incentivo:Funcultura, Fundarpe, Sec. de Cultura e Gov. do Estado de Pe.
 

15/08/2012

Livro II; Cap. VII: Impasse

Eis que, finalmente, os aventureiros adentraram a imensa catedral e ficaram frente a frente com Haruma, a deusa do tempo. Encontrava-se ela de pé, de modo solene, exatamente sobre uma espécie de tampa que estava marcada de símbolos sagrados por toda sua extensão. Todos se aproxima, mas ninguém tem coragem de pisar naquela áera. Zephir, o líder do grupo, abre um diálogo:
- Perdão, vossa santidade. Estamos aqui...
- Sei porque estão aqui. Quereis o segredo de Parn. Ele é este portal que protejo. 
A deusa deu alguns passos para trás, deixando que o portal emitise pequenas luzes vindas dos desenhos no chão. Respirou fundo e continuou:
- Este portal abre caminho para um dos tantos infernos que existem nas dimensões paralelas a nosso mundo. Por isso está guardado e nseu segredo é ocultado de todos. Tendo chegado aqté este local, abidicais de suas vidas e passais an viver pelo segredo. Destarte, posso apenas vos dar duas opções, mas não posso vos permitir a volta. 
O nbárbaro olhou feio para a deusa:
- Quer dizer então que a senhora não vai deixar a gente voltar? Então o que tem prá gente decidir?
- Optem por adentrar este portal e connhecer o mundo maldito que cá se encontra, onde a chance de morte ou de serdes corrompidos é muito grande, ou...
- O que vai acontecer se descermos?
- O mundo vos impulsionará à degradação, vos tranformará em serem mundanos.
Todos torcem o nariz, nenhum queria se comportar como um demônio. 
- Por outro lado, se nós ficarmos...
- Bardo, se vós ficardes, ficareis para sempre preso à esta vila, para que novos curiosos não invadam este local.Percebei que não era necessário vossa vinda aqui. O futuro mostra que hei de proteger o segredo. 
Todos se olham. Maldito impasse. O anão é o primeiro a responder e decidir o que fazer...

continua...

09/08/2012

Papo de Sábado de Agosto com Wander Shirukaya

Pessoal, neste sábado, dia 11, às 10:00h, tem mais uma edição do projeto Papo de Sabado, lá na Livraria do Luiz, João Pessoa. Desta vez o escritor convidado ao bate-papo é este que vos fala! A quem for de interesse e estiver livre no horário passe por lá e mande ver nas perguntas. Aguardo vocês.

O que é o Papo de Sábado?

Desenvolvio pelo CAIXA BAIXA, com a colaboração da Livraria do Luiz, uma das mais antigas de João Pessoa,  o Projeto Papo de Sábado convida, sempre no segundo sábado do mês, um escritor para um bate-papo, onde os presentes podem conhecer melhor a figura do autor, tirar dúvidas curiosidades e afins. No mês de agosto teremos a 3ª edição. As edições anteriores contaram com os escritores Betomenezes e Janailson Macêdo Luiz, respectivamente.
Aguardamos a sua presença.

30/07/2012

Desencapetando o riso (parte V)



O mafaldismo contemporâneo


Não me entendam mal.Esta série não está aqui para falar mal da queridíssima (sem ironia) Mafalda. Mas ela serve de mote para debatermos um poquinho mais sobre o riso e a comédia nas artes. Como já vimos comentando, rir era bom, mas com a dominação religiosa, rir tornou-se feio, demoníaco. É fato que após a Idade Média o mundo tem se aberto à diversidade de credos, mas o conservadorismo que se pregava parece não ter desaparecido. Ora, a questão aqui não é uma pregação política, não quero que você que acompanha essa série saia da direita para esquerda ou vice-versa. Apenas que repare como o maniqueismo e os extremismos parecem encobrir o bom senso quanto ao humor. 
Rimos e, como já discutimos anteriormente, esse riso não será sempre "certinho". O problema parece ser a carga de culpa que o conservadorismo vigente ainda nos impõe, fazendo crer que, caso eu ria de uma piada que não siga os padrões da ética, vá para o inferno ou - como é mais comum nos dias de hoje - vá à júri popular. Aí é que surge o perfil da piada perfeita; e assim é que Mafalda vem sendo canonizada nas redes sociais como exemplo humor inteligente. Uma criança que fala como um adulto idealista é a figura perfeita para confortar o cidadão que sofre com o jornalismo policial, que pega dois trens mais um ônibus para trabalhar e volta morto de cansado pensando em relaxar com algo que não lhe ofenda mais. Particularmente gosto muito da Mafalda e concordo que devamos sempre descansar depois do sofrer do caos cotidiano, mas isso não deveria polarizar a visão que se tem do humor. Muitas piadas não seguem o nosso padrão masculoeterobrancoclassemédia e nem por isso podem ser vistas como ofensivas. Até porque, sendo a piada também uma expressão artística, ela pode muito bem fazer uso do humor negro (ou politicamente incorreto) tanto para satirizar como para denunciar a condição em que vive a vítima daquela piada. Assim, não raro, negros fazem piadas racistas, gays fazem piadas homofóbicas e assim por diante, sem que possam ser vistos como racistas, homofóbicos e assim por diante. Uma piada é uma figura, uma ferramenta, uma arma; como se faz uso dessa piada já são outros quinhentos. O riso é livre, não deve ser demonizado, deve estar sempre na cara do demônio, da Mafalda ou de quem mais aparecer neste mundo. 

Continua...

Leia também a parte 1, parte 2, parte 3 e parte 4.

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