"Ascensão e queda": romance de estreia!

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Contos de Wander Shirukaya

Para aqueles que querem conferir o que tenho escrito, dêem uma olhada aqui!

Tergiverso

Sensualidade em forma e conteúdo aguardando sua visita.

O híbrido e a arte

Animes, cinema e literatura

Procurando entrevistas?

Amanda Reznor, André Ricardo aguiar, Betomenezes... Confira estes e tantos mais entrevistados por Wander.

10/05/2013

Dois catarros







Tomara que não ponham a culpa em mim. A culpa sempre sobra pro mais fraco. Nunca que vão dizer que sou inocente. Vai vir um monte de polícia fazer pergunta, que que você fez com o cara? O que aconteceu lá no quarto?  Sabia que você pode ser presa? Sim, eu sabia, e por esse motivo abri logo o bico, disse a mesma coisa que disse pras meninas. Elas tão aí pra não me deixar mentir. 
O bar tava bem cheio. Hoje, além de sábado, é dia cinco. Os homens vêm com tudo gastar o salário com a gente. Cadê? Cadê? Não tem mulher bonita aqui nessa porra, não? As meninas logo se mostram, tá falando com quem? Esfregam logo a cara deles nos peitos, depois que tão todos doidos, eles querem meter a mão em tudo quanto é lugar. Aí só mete se for lá pro quarto, e aí, vamos? Os que não têm muita grana logo se afastam, assim fazemos uma espécie de triagem pra ver quem é quem. Hoje não precisei fazer isso, uma turma de playboys chegou logo esfregando dinheiro na cara das meninas, pedindo o melhor uísque do bar e tudo o que tinham direito. Quero ver quem é a moça que vai rebolar pra mim! Deram uma grana pra Britney pra ela tirar a roupa. Eu tava na minha, tomando uma cerveja. Enquanto rolava o strip, os caras tavam tirando onda com um deles, parecia ser o mais mole, desanimado.
O coitado fumava um cigarro caro que nunca vi na vida; de vez em quando tossia forte, dava pra ouvir o catarro entalando. Dinheiro fácil, meto de qualquer jeito e depois tomo um banho, do jeito que ele tá acho que nem vai me xingar. Pensando assim me aproximei, sentei logo no colo. Oi, gato. Meu nome é Bárbara, mas todo mundo me chama de Babi, e você?
— Augusto. – a resposta veio acompanhada a dois beijinhos de cumprimento.
 Espero que vocês acreditem em mim, o esquisito era ele! Não fiz nada demais.
Me ofereceu uísque, não, obrigada. Cerveja? Cerveja eu aceitei, não bebo (muito) em serviço. Tomei um gole e puxei a mão dele pra minha cintura. Você namora, Augusto? Sou solteiro. Eu ri do tom de piada da resposta, os caras tirando onda, as meninas todas felizes, Britney dançando. Quando ia prosseguir com a conversa ele me fala no ouvido:
— Faz tudo o que eu quiser? Pago bem.
Não esperou nem que eu respondesse, enfiou um nota de cinquenta no meu decote, essa é só pela conversa. Que cara estranho... Dinheiro fácil... Que que você gosta, que que você quer que eu faça? Tudo não, que atrás eu não gosto. Insistiu dizendo que pagava bem, deu outra tossida, tá doente, rapaz? Gripe, nada demais. Acreditei nele e ainda mais quando ele me mostrou muito dinheiro na carteira. Era ser muito burra se eu num metesse com aquele cara.
Mal tranquei o quarto e ele me agarrou por trás, beijando meu pescoço. Calma aí, aqui não é lugar pra romance, a gente tá aqui pra meter! Ele não quis me ouvir, encheu minha boca com um beijo. Nunca que eu beijo cliente, mas abri exceção, dinheiro fácil. Ele me abraçava com força, mal me deixava tirar a roupa, falava umas coisas estranhas. Me beija, minha ninfa! Deixa de bobagem e deita aí, peguei a camisinha e puxei suas calças.
Parei de chupar quando ouvi um trovão. Dou uma de durona, mas morro de medo de trovão. Ele tossindo outra vez, se roçando em mim, me puxou pra cima dele, a tosse forte. Dinheiro não tão fácil, ninguém ainda hoje tinha dado tanto trabalho, mas não podia voltar atrás. Babi, deixa...
Não, nunca que deixei nenhum cliente gozar na boca! Que cara doido, ainda beijando minha nuca, pago bem, você sabe que não estou mentindo. Pior que eu sabia, mas não queria não senhor, dinheiro ingrato! Meu Deus do céu, que companheira inseparável é a ingratidão! Por que ele queria aquilo? Pra se mostrar pros amigos, dizer que era o fodão? Eu não podia fazer aquilo, não queria... Olhava pro olho dele e via ele todo aceso, olhava cada parte do meu corpo, desejava, não é pra me gabar, mas sou uma moça bem cuidada, não tive filho feito algumas das meninas, todas barangas agora. Eu olhava ele, ele respirava forte, dava pra ouvir o catarro correndo na garganta dele, não, não era gripe, nunca que vi gripe desse tipo. Ficou de joelhos na cama, me agarrou pelo cabelo, vem cá, vem!
Por Deus, vocês têm de acreditar que eu não fiz nada demais! Fiz apenas o que ele pediu, depois ele caiu na cama com uma cara feliz da vida, eu ainda entalada. O cara feliz da vida, olhando pro teto, pro céu, sei lá, agradecendo aos deuses, obrigado, minha ninfa, minha hetaíra! Que delícia! Passou um tempo ali, descansando, eu também deitei olhando pro que eu tinha feito, dinheiro maldito! Nunca que tinha feito aquilo! Eu estava feliz na hora, só pensei em chorar um pouco depois, o gosto esquisito na boca, mas chorei mesmo quando ele tossiu. Tossiu uma, duas, dez vezes, não parou de tossir, Augusto, o que você tem, o catarro engasgando ele, ajuda! Alguém ajuda! O homem tá passando mal! Ninguém ouvia por causa do barulho do bar, som alto, homem gritando pra lá e pra cá, mal me enrolei numa toalha, abri a porta e espiei, chamando uma das meninas, elas tão aí pra não me deixar mentir! Babi, mulher, que foi isso!? Eu não sei, eu não sei, a gente tava junto e depois ele passou mal, eu juro! Seu Dionísio, dono do bar, veio e me xingou pra caralho, sua puta! Você quer me ferrar, é? Eu já chorando, os amigos do cara me xingando, carregando o amigo ainda tossindo, passando mal, o catarro travando nos pedidos de socorro dele... Sua puta, o que você fez? Sabia que você pode ser presa? Sabia? Hein? Mas eu não fiz nada! A gente tava só namorando, normal, tudo normal. Sentei numa mesa do bar, ainda de toalha, todo mundo olhando, a música parou. Eu lembrando da cama, do Augusto, pago bem, o choro, o gosto ruim na minha boca, a garganta travando, entalada,  tomara que não ponham a culpa em mim, tomara.
  


Conto adaptado do poema "Depois da orgia", de Augusto dos Anjos, publicado no Jornal Contraponto (PB), em série comemorativa do centenário de Eu, do autor já referido. 

01/05/2013

Pé (e arte) no chão (parte I)



Saudações a todos os leitores, o Blog do Shirukaya está de volta à ativa! O tempo ficou curto e acabou por criar um limbo de alguns meses, mas finalmente eis aqui mais diversão e debate. Volto percebendo boas oportunidades para discutirmos e refletirmos sobre literatura e artes em geral. Um dos assuntos interessantes para debate é o que originou essa nova série de posts. Pé (e arte) no chão pretende refletir sobre todos os elementos de composição de nosso gosto, ao menos, no que tange à arte. Sem mais delongas, vamos nessa!

Tem se destacado na mídia a notícia de que uma das maiores musas do funk carioca, Valesca Popozuda (foto), virara objeto de estudo por parte de uma mestranda  da UFF. A polêmica começou a partir das manifestações de outras pessoas nas redes sociais e de formadores de opinião. Uma manifestação que ficou bastante popular foi a da âncora do Jornal do SBT, Rachel Sheherazade. Vale a pena ver o vídeo para enriquecermos o debate. 

De um lado, a ala conservadora da sociedade aplaudia de pé tal posicionamento, afina, para eles, é de uma pouca vergonha inefável que coisa tão abominável, como Valesca Popozuda,  possa ter o status de corpus de um trabalho científico - fato que só serve para provar o quanto o PT emburrece nosso alunado. Em contrapartida, a outra ala rechaçou com todas as suas forças o comentário da jornalista, posto que, segundo eles, gosto não se discute e é por nos metermos nas predileções alheias que o mundo está assim, todos impedidos de ir e vir e ameaçados por aqueles ditos defensores da moral e dos bons costumes. Percebamos que, a maior parte do tempo, as opiniões de ambos os grupos são bastante extremistas, muitas vezes com propósito mais partidário do que qualquer outra coisa que os possa engrandecer. Podemos pegar tal conflito como ponto de partida, já afirmando: apesar dos avanços que temos, independente de nossas preferências políticas, morais, religiosas, etc, ainda sofremos por não conseguirmos nos desvencilhar de uma organização binária do nosso pensamento, ou seja, ainda pensamos, em pleno terceiro milênio, que "quem não está comigo está contra mim". Esse é um dos males que ainda não conseguimos destruir e, por isso, ainda temos manifestações de preconceito que poderiam ser erradicadas. 
Ora, se nosso problema é exatamente esse binarismo, como proponho, bastaria então resumir esta série de posts ao "gosto não se discute"? Não. Qualquer reducionismo pode ser válido apenas como referência rápida, mas na prática torna raso e reificado qualquer tipo de pensamento, induzindo mais uma vez ao binarismo. Posto que gosto não se discute, há outras coisas que podem nortear nossas reflexões, sem que haja repulsa de sua parte, meu leitor. É o que veremos em nossos próximos capítulos. Por hora, quem quiser deixar algum comentário, sinta-se à vontade. Vejam os vídeos e vamos que vamos!


continua...

28/11/2012

Novo livro à vista!



Pois bem, pessoal, cá estou eu para anunciar o lançamento de mais um livro de que faço parte, organizado pelo Prof. Dr. André de Sena (UFPE), trazendo uma série de artigos sobre literatura ffantástica.
 “Literatura fantástica e afins” (Ed. UFPE) será lançado no Miniauditório 01 do Centro de Artes e Comunicação (CAC/UFPE), no próximo dia 30 de novembro, às 16h30, dentro de um evento acadêmico organizado pelo NIG e Belvidera, núcleos de pesquisa do Depto. de Letras da referida Universidade. Todo(a)s convidado(a)s!

01/11/2012

Música pra escrever (parte IV - final)

Eis então a última parte da série falando sobre bons álbuns que costumo ouvir durante o processo de escrita:

Um dos álbuns duplos mais importantes da história da música, Mellon Collie and the infinite sadness (1995) é obra-prima dos Smashing Pumpkins. Acrise no mercado fonográfico já começava a dar as caras, mas nem por isso a banda se intimidou, trazendo dois discos que primam pela beleza e ousadia. ouça no talo "Fuck you (an ode to no one)", "Thru the eyes of the ruby "e os hinos "Bullet with butterfly wings" e "Tonight tonight".

Um pouquinho depois, o Radiohead também resolvera chutar o pau da barraca e compor um álbum complexo, delicado e que soa como boas vindas à tecnocracia. Ok computer (1997) dita tendências dentro da música até nossos dias e, sem dúvida alguma, é um disco primoroso. ouça os clássicos "Paranoid android", "No surprises" e "Karama police". Boa viagem.


Para encerrar, trago um grande disco de heavy metal que acredito que nãoi deva faltar à discoteca de ninguém. And justice for all (1988) é até hoje um álbum venerado pelos fãs do Metallica, tanto que alguns desses dizem que este fora seu último álbum, que depois dele a banda se rendeu ao mainstream, etc, etc. mimimis à parte, bata com tudo sua cabeça ao som de "Blackened", "Dyers eve" e do hino headbanger "one". \m/




Bom, é isso aí, poderia ficar aqui citando milhares de bons discos, mas o tempo urge e temos que seguir em frente. Espero que tenham apreciado a seleção. 

Confira a parte I, parte II e parte III.

23/10/2012

Música pra escrever (parte III)

Na última postagem priorizei algumas predileções mais obscuras, pouco conhecidas. Hoje vamos na direção oposta pegando coisas mais atreladas ao cenário pop mundial.

A conhecidíssima banda brasiliense deixou inúmeros hits de sua carreira. Poderia citar aqui várias das canções que encabeçam As quatro estações, seus álbum mais famoso, mas prefiro a beleza de "A montanha mágica" ou "Metal contra as nuvens", que podem ser encontradas em V (1991); Só de comentar deu vontade de ouvir.







Moby apareceu de vez para o mundo com Play (1999), trazendo um som bem diferente de seus primeiros discos. Ficou reconhecido pela mescla de blues e música eletrônica, que rendeu grandes clássicos como "Why does my heart feels so bad" (de clipe belo e triste) e a porrada "Bodyrock". Aperte o play e seja feliz. 






O britpop, por si só, já poderia muito bem encabeçar uma lista à parte aqui, visto a quantidade de artistas que admiro que são enquadrados neste grupo. Mas, para citar apenas um, fiquei com o disco delicado e emocionante This is my truth tell me yours (1998), dos Manic Street Preachers. Destaques para "You stole the sun of my heart", "Tsunami" e a belíssima "If you tolerate this, your children will be next". Confira o clipe dela também assim que puder pelo youtube. É isso aí.


continua...

confira também a parte I e a parte II.

10/10/2012

Música pra escrever (parte II)

Continuando minha lista de 12 discos interessantes que ouço como inspiração, deixo agora um grupo de três discos bastante obscuros, porém muito legais. Vamos a eles:

Zeuhl é um gêneros musicais mais abertos a novos elementos que existe (se é que podemos cogitar que isto também não valha aos demais gêneros). Com base nisso, não é de se estranhar que um de seus maiores nomes na atualidade, Koenji Hyakkei, demonstre alta desenvoltura e qualidade. Nivraym (2001) mistura ópera, rock progressivo, jazz/ fusion, punk rock e o que mais conseguir pelo caminho, em músicas caóticas, extensas e igualmente belas e divertidas. Ouça a faixa-título e "Lussessoggi Zomn", esta uma incrível viagem que dá uma ideia do que encontrar neste álbum.

Já na linha prog mais clássica, a Locanda delle fate possui um disco essencialmente melodioso, para cantar as linhas de teclado e guitarra enquanto lidamos com a vida afora. Forse le lucciole non si amano piu (1977) é de uma sensibilidade admirável do começo ao fim. Ouçam atentamente "A volte un instante di quiete" e viagem com seus minutos iniciais. "Sogno di estunno" também merece ser citada. 




A desvairada KatieJane Garside, antes de ser conhecida pelo Queen Adreena, foi parte de uma banda de rock alternativo do início dos anos 90, a Daisy Chainsaw. Mesmo nesta época, essa artista que me inspirou a criar a protagonista do meu romance inédito já demonstrava toda a virulência e beleza de sua performance. Mesmo que Eleventeen (1992) tenha sido ofuscado por outros grandes álbuns do grunge, aqui há a certeza de músicas muito legais. Destaques para "You be my friend" e para a clássica "Love your money". Divirtam-se!



Continua...


03/10/2012

Música pra escrever (parte I)

Com certeza alguém já deve ter chegado para você escritor e perguntado se você ouve alguma música em especial enquanto escreve. Alguns escritores preferem o silêncio, outros música de elevador, outros algo mais pesado. Sim, já me fizeram essa pergunta e, para respondê-la, resolvi criar essa pequena série falando sobre doze bons discos que ouço durante a escrita. Entretanto, ressalto que música não é exatamente o que me inspira; prefiro ler coisas não diretamente ligadas à escrita (filosofia, sociologia, psicollogia, etc.), fazendo com que novas situações apareçam e possam virar boas narrativas. Bom, vamos aos 3 primeiros discos:

O disco mais famoso do Tool, Lateralus (2001), é uma viagem que transgride tudo o que se espera de um disco de heavy metal. O álbum, cheio de citações à Thelema, é dificil, obscuro, mas absolutamente prazeroso de ouvir. Destaques para "The grudge", "Schism" e para a faixa-título, que possui densidade e complexidade pouco vistas nos dias de hoje.


 


Se existe alguém que possa representar com maestria a expressão "cantar com o coração", este é Jeff Buckley. Morreu cedo, mas deixou Grace (1994), álbum que transborda emoção, especialmente pela interpretação do cantor. Destaques para "Lilac wine" (que já recebeu de mim uma adaptção para narrativa curta), "Life eternal" e "Last goodbye".





Banda de influências bastante variadas, de Coltrane a King Crimson, The Mars volta possui álbuns excelentes. Embora a maior parte de seus fãs prefira De-Loused in the Comatorium (2003), disco de estréia, acredito que Amputechture (2006) é onde a banda consegue seu ápice. Um disco de longas faixas, repleto de melodias atípicas e incursões experimentais. Ouça a faixa-título, a balada "Asilos Magdalena" e "Tetragrammaton"; esta última uma viagem de 17 minutos com tudo que a banda tem de bom a oferecer. Discão.


Continua...

01/10/2012

Retomando as atividades



Mês de setembro, como passei por um período de indas e vindas, mal pude parar para bolar algo para o blog. Isso resultou nesse hiato de um mês sem postagens, mas retorno agora. Darei andamento a algumas séries que andam estancadas por aqui e trarei coisas novas para discussão. Durante essas "férias", estive na Fantasticon, em São Paulo, em Goiana para evento na FFPG e outras viagens menores. Também teve lançamento do Goiana revisitada, coletânea de poesia de que faço parte, do site do Silêncio Interrompido, onde estreei como colunista,  ainda vem mais coisa por aí. Vamo que vamo.

24/08/2012

Lançamento de "Goiana Revisitada" dia 15/09 em Goiana!



Pessoal, é com prazer que venho aqui anunciar para vocês que o livro Goiana revisitada, que reune material produzido pela turma do movimento Silêncio Interrompido (Goiana-PE), finalmente está pronto para seu lançamento. Como não podia deixar de ser, a debut da coletânea será em sua cidade natal, mas logo dve ganhar apresentações pela vizinhança. Também estou com alguns poemas meus nesta coletânea, com muita alegria. Quem puder aparecer não se arrependerá.

Local: Cineteatro Polytheama
Rua Direita, Centro, Goiana-Pe
data: 15 de setembro de 2012, 19h
Lançamento do Livro: Goiana Revisitada e do Site do Movimento Silêncio Interrompido

Recital de poesia e discotecagem
Incentivo:Funcultura, Fundarpe, Sec. de Cultura e Gov. do Estado de Pe.
 

15/08/2012

Livro II; Cap. VII: Impasse

Eis que, finalmente, os aventureiros adentraram a imensa catedral e ficaram frente a frente com Haruma, a deusa do tempo. Encontrava-se ela de pé, de modo solene, exatamente sobre uma espécie de tampa que estava marcada de símbolos sagrados por toda sua extensão. Todos se aproxima, mas ninguém tem coragem de pisar naquela áera. Zephir, o líder do grupo, abre um diálogo:
- Perdão, vossa santidade. Estamos aqui...
- Sei porque estão aqui. Quereis o segredo de Parn. Ele é este portal que protejo. 
A deusa deu alguns passos para trás, deixando que o portal emitise pequenas luzes vindas dos desenhos no chão. Respirou fundo e continuou:
- Este portal abre caminho para um dos tantos infernos que existem nas dimensões paralelas a nosso mundo. Por isso está guardado e nseu segredo é ocultado de todos. Tendo chegado aqté este local, abidicais de suas vidas e passais an viver pelo segredo. Destarte, posso apenas vos dar duas opções, mas não posso vos permitir a volta. 
O nbárbaro olhou feio para a deusa:
- Quer dizer então que a senhora não vai deixar a gente voltar? Então o que tem prá gente decidir?
- Optem por adentrar este portal e connhecer o mundo maldito que cá se encontra, onde a chance de morte ou de serdes corrompidos é muito grande, ou...
- O que vai acontecer se descermos?
- O mundo vos impulsionará à degradação, vos tranformará em serem mundanos.
Todos torcem o nariz, nenhum queria se comportar como um demônio. 
- Por outro lado, se nós ficarmos...
- Bardo, se vós ficardes, ficareis para sempre preso à esta vila, para que novos curiosos não invadam este local.Percebei que não era necessário vossa vinda aqui. O futuro mostra que hei de proteger o segredo. 
Todos se olham. Maldito impasse. O anão é o primeiro a responder e decidir o que fazer...

continua...

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