"Ascensão e queda": romance de estreia!

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19/03/2012

"Balelas" sendo lançado em Boqueirão - 24/03!




Palestra Literatura Contemporânea e as novas mídias de comunicação
Com Wander Shirukaya (PB)
Data: 24/03/2012 | 15h | CEFAR
 
Saudações, pessoal. Essa postagem serve para informar que neste fim de semana, mais precisamente dia 24, sábado, estou lançando meu livro de contos, Balelas (Mutuus, 2011), durante a Feira Literária de Boqueirão - FLIBO 2012, que este ano homenageia Loudes Ramalho e Bráulio Tavares. Na opotunidade, ministro também a palestra "Literatura Contemporânea e as novas mídias de comunicação". Sondo assim, apareçam e espero que apreciem o evento como um todo.

Serviço:
 
Título: Balelas
Autor: Wander Shirukaya
Número de Páginas: 104
ISBN: 978-85-64722-05-7
Fomato: 14x21
Preço: R$ 28,00


17/03/2012

Desencapetando o riso (parte II)


Vamos nessa, sem mais delongas, com o início da nossa discussão sobre o humor nas artes. para tanto viajaremos um pouquinho no tempo para entender o porquê do título desta série. As manifestações populares sempre primaram por brincar com tudo, sem propósito muito especial que não fosse realmente rir. Para tanto, alguns elementos comuns era quebrados, em especial, éticos. Entretanto, a percepção desse humor despretensioso como algo que induzisse à libertinagem foi se tornando cada vez mais preocupante para aqueles que detinham o poder, fato que se agravou com a consolidação da igreja no poder, durante a idade média. A então "carnavalização" de tudo e todos passa a ser mal vista, com a argumentação de que o riso é um pecado e/ou porta para o inferno. Lembremos aqui que não se via discurso algum que dissesse que Jesus ria, impondo aos seguidores da bíblia uma postura de submissão e seriedade, a que estamos submetidos, de certa forma, até hoje. Em suma, a diversão popular foi "demonizada", e era preciso evitar o pecado, nem que para isso o clero devesse usar a força. 
A demonização do riso, com a idade média, ganha dimensões tão fortes que isso criou nas gerações que se sucederam um ranço que persiste até hoje, o que existem coisas que são intocáveis (que não podem ser satirizadas) e não têm graça nenhuma. Por hora, estou apenas levantando afirmativas, sem procurar uma posição (espero chegar a alguma ao fim da série com ajuda de vocês, leitores). 
Chegamos então a nosso questionamento atual. Essa demonização do riso foi também satirizada em nossos tempos, aqueles que já assistiram ao filme Dogma (1999), tem um grande exemplo de um filme que não só satiriza como induz a reflexão sobre inúmeros temas - em especial, o riso.  Deixo vocês com uma cena desse grande filme para que reflitam enquanto não chegamos a nossa próxima aventura em busca do desencapetamento do riso. Será nossa missão bem sucedida? É o que veremos em breve.Infelizmente não encontrei a cena com legendas. Trata-se de um pronunciamento da igreja dizendo que quer tirar dos fiéis a idéia de "cristo sofredor" e mostrar que "ser religioso também é legal" (qualquer semelhança com o pensamento hodierno de algumas vertentes religiosas não é mera coincidência). Enfim, comemtemos. Bye bye.





Ah, leitura recomendadíssima para o debate:

BAKHTIN, Mikhail. A Cultura Popular na Idade Média e no Renascimento: o contexto de
François Rabelais. Tradução de Yara Frateschi Vieira. São Paulo/Brasília: Hucitec/Editora
Universidade de Brasília, 2008.






14/03/2012

Desencapetando o riso (parte I)



Saudações, grandes amigos que visitam este blog! Hoje trago para vocês uma nova série para discussão de algo bastante... Divertido! Sim, rir é bom demais, rir é essencial, rir é a essência do ser, rir é...
Uma pouca vergonha?
Pois bem, a discussão que apresento nesta série é para falar do preconceito conrtra o riso. Talvez você possa estar se perguntando se isso existe, e respondo sem pestanejar: não só existe como é uma tendência que atravessa gerações e mais gerações. O objetivo aqui é ilustrar diferentes vertentes do humor dentro da arte e tentar entender porque o humor, até mesmo fora das artes, é tão mal visto.
Para introduzir a discussão, deixo para você a seguinte reflexão: os seus gostos e preferências são engraçados? Você acredita que uma obra séria não pode ser engraçada? Você considera um humorista um artista "inferior"? Em tempos de reclamações exacerbadas sobre a qualidade do humor a que somos expostos, acredito que pensar direitinho sobre essas questões é algo bastante pertinente. Observe a foto dessa postagem para se inspirar. Mãos à obra.

12/03/2012

Livro II; Cap. II: A flor de pessoa

Após o suspiro de Dankill, como num passe de mágica, Hildegard se erguera dentre o barro, limpou o rosto e praguejou contra os deuses e o mundo, tendo percebido que fora assassinado por sua rival, mas voltara à vida.
- Mizera! Quem foi o idiota que me ressucitou?
Não gostando muito da idéia de te de gastar suas energias em busca de vingança, matando quem o "matou", Hildegard também resolveu vingar-se daquele que lhe trouxe essa missão. Recolheu a espada que estava fincada em seu jazigo e rumou em busca de pistas.
Enquanto isso, o embate com o dragão fantasma na ponte continuava. Legolas incentiva seus amigos a lutar.
- Vamos, amigos, temos de arranjar um jeito de destruir esse monstro.
- Não temos como, melhor fugir, parece que nossas mágicas não funcionam. - falou Milo.
- Se não quer ajudar, suma!
- Que arrogância - intrometeu-se Gimlli. - Queria que você fosse uma flor de pessoa!
Os demais já seguiam o exemplo de Milo, correndo ponte adiante, entre a neblina, quando perceberam que o amigo Legolas tinha sido vítima de algo. Dankil entãio pára e ri:
- Que é isso? Nosso amigo virou uma flor!

06/03/2012

Jairo Cézar lança livro novo dia 24

Amigos, saiu no G1 esta matéria que exponho quase na íntegra (a data do evento mudou para 24/03)  sobre o lançamento do mais novo livro do caixabaixoso Jairo Cézar:


O livro infantil “Rapunzel e outros poemas da infância” será lançado no dia 24 de março em João Pessoa. O paraibano Jairo César Soares é autor da obra e disse que o livro é na verdade um livro-ponte. "É um livro que leva a outros livros”, afirmou.
O lançamento acontece a partir das 17h na Livraria Leitura, no Manaíra Shopping. O livro tem 72 páginas e 25 poemas. As ilustrações coloridas são de Tônio e as em preto e branco são do artista plástico João Batista.
A ideia de colocar ilustrações em preto e branco é para que as crianças possam colorir, tornando o livro interativo. “Sei que é um produto produzido em série, mas, de certa forma, será sempre um livro único, pois cada um dará suas próprias cores aos poemas”, disse o autor.

Serviço
Lançamento do Livro Rapunzel e outros poemas da infância
17 de março às 17h
Livraria Leitura - Manaíra Shopping
Preço do Livro – R$ 35



01/03/2012

Sobre "Devir"

As primeiras incursões na ficção científica começam a se exibir. Neste novo conto, apresento a história de um robô especial, o único modelo fabricado, também o que mais se aproxima em semelhança com o ser humano. Este robô se depara com uma cena absurda: ao retornando de um tempo em stand by, ele vê que algo acabou com todos os humanos. O robô agora vasculha a cidade onde vivia à procura da cientista que a criara, desesperando-se à medida que recolhe dados da situação. Devir é, como já é de se esperar de um conto com apenas um personagem, bastante triste e desolador. Vejamos o que ele rende doravante.


24/02/2012

Livro II; Cap. I: Chegando a Parn - a travessia da ponte.

Eis que Dankill, o bárbaro, Zephir, o mago, Gimli, o guerreiro, Legolas, o ranger, Milo, o ladrão e Kittie, a misteriosa clériga, dando o amigo hildegard como morto pela demora, se deparam com uma grande ponte de pedra, cujo final estava ocultado por uma forte neblina. Havia a seu lado também uma pequena placa, indicando que os aventureiros estavam na entrada da tão desejada Vila Parn e que pensassem bem sobre o que desejassem dali em diante. 
- Então finalmente vamos descobrir o que há de tão obscuro nesta bendita vila!
Enquanto Zephir falava, Dankill e os demais já seguiam caminho, desaparecendo na neblina. Caminhavam já há algum tempo quando foram então surpreendidos por um espectro.
- Pelos deuses, um dragão fantasma!
Todos sacaram suas armas, Zephir, que corria um pouco atrás, ao avistar a criaturaentre o nevoeiro, pede para que todos abram espaço:
- Amigos, abaixem-se! Vou fulminar essa besta com uma bola de fogo!
Neste exato momento, o elfo percebe que suas palávras mágicas não surtiram efeito algum. Gimli rodopia seu machado sobre a criatura, também seu sucesso.
- Estamos fritos, falou legolas, parece que nesta ponte nossas armas e magias não funcionam!
Os ataques dos aventureiros em nenhum momento pareciam agredir o dragão, restando então a saída sugerida por Kittie:
- Guardem as armas e corram!
- Correr? Jamais! - falou Dankill. - É uma batalha valorosa, queria muito que Hildegard estivesse vivo pra ver isso!
Como num passe de mágica, a alguns quilômetros dali, o tufo de areiaestremeceu, dando passagema uma mão, acompanhada de uma voz abafada, vinda de sete palmos de profundidade:
- Mizera!

continua...

19/02/2012

Coletivo Zona Sul*



             Quase cinco da tarde, coletivo quase vazio, a moça se senta quase ao meu lado. Muito atraente, bem apanhada, mas tinha um nariz que denunciava fácil de onde vinha. Deve andar de ônibus à força.  Um porre. Até a combinação da roupa era incômoda, cabelos milimetricamente à moda da novela, que novela é mesmo? Ah, não interessa. É só mais uma coisa para arrancar dinheiro de pobre e fazer pessoas como aquela moça esfregar suas posses na cara dos outros. Olhava o relógio; minutos após olhava de novo e de novo, deve estar desconfortável, às vezes faço coisas desse tipo, assim, repetidas, para dizer que estou fazendo algo. Ao término da saia justa era possível ver uma pele de uma sensualidade incrível; mais sedutora ainda naquela pose, as pernas cruzadas, o olhar perdido na janela como quem não está nem aí para o resto do mundo. Melhor deixá-la quieta no seu mundinho ridículo.
            Não tardaria muito desceria do ônibus, enquanto a parada não chegava, subiu um senhor, camiseta com dizeres religiosos, uma caixinha com artigos chineses na mão. Boa tarde, irmãos, só queria um momento da sua atenção, estou aqui pra contar pra vocês o meu testemunho, que me livrou das drogas e me trouxe pra Jesus. A moça parece incomodada. Patricinha miserável! Pegou um fone de ouvido da bolsa, ligou o seu player, parecia alto. A bolsa era pequena e tinha uns adornos com frases em francês. Era francês ou russo? Tanto faz, não traduziria nem um nem outro. Incomodada, isso ela realmente estava. Deve ser atéia, ateu adora tripudiar dessas coisas. O rapaz passa por mim, tiro algumas moedas. Não, puxo uma nota que lhe valha alguma coisa a mais, entrego. A paz do senhor, irmão. Como eu previa, a branquela deixou que ele passasse, só se moveu pela freada brusca do ônibus. O homem desceu, seguimos viagem.
            A minha parada chegando, levantei logo e aguardei que o veículo parasse. Para minha surpresa, roça em mim a moça, vindo logo atrás. Olho meio assim, ela se afasta, incomodada, os fones ainda no ouvido. Mais uma freada, ela esbarra em mim. Ia lhe abrir caminho, mas ela se esgueirou, passou e desceu rápido, com indiferença, nem um pedido de desculpas ao menos.  Desci em seguida, ela segue na calçada, o vai e vem dos quadris destacando-se, salto ato. Meu telefone toca.
            Demorei um pouco falando, aproveitei para comentar com meu amigo, só você vendo, uma puta patricinha toda metidinha, chegar em casa vou escrever um texto sobre ela no meu blog. Ela vai ver... Conversamos outras bobagens e desliguei. Segui caminho, ia a uma feira de troca que estava acontecendo ali perto. Várias ações em prol da solidariedade. Chegando lá, um grupo de escritores lê contos para os presentes. Confesso que estava um pouco sem graça a coisa, chamou-me mais a atenção um grupo de crianças morrendo de rir mais ao fundo. Fui ver de perto, vamos dar um abraço no moço, gritou um palhaço entre elas. A criançada toda quase me derruba.
           — Boa tarde senhor, bem-vindo à Feira Solidária! Compra alguma lembrancinha? Você está ajudando estas criancinhas que vieram visitar a gente hoje, são do Lar Vida Feliz. Tem sacolinhas, cadernetas, tartaruguinha de porta...
            Quis pedir um daqueles itens artesanais, mas a voz não saiu; apesar da maquiagem pesada, de perto reconheci, olhei para baixo, fitei-lhe as belas pernas brancas, corei, recolhi-me à criançada sem maldade.

* conto escrito para a reunião especial do Clube do Conto na Feira Solidária de Tambaú, aos 11/02/2012. Tema: "Feira". 

16/02/2012

Sobre "Antes da segunda negra"

Vamos a mais um boletim de produção literária deste que vos fala. Em tempo: há cerca de um mês terminei a primeira escrita do meu romance de estréia, embora só Deus mesmo para saber quando publicar. Ainda no pique, está quase trerminado o segundo livro de contos, sucessor de Balelas (Mutuus, 2011). Quando estiver finalizado, dou mais detalhes, mas saibam que já estou bem próximo dessa conclusão. Antes da segunda negra traz a história de Bionda,  uma jovem de vinte e três anos que ama as raves, clubes e casas de show, apaixonada pela exacerbação sensorial que lhe causa a dança, entre outras coisas. Durante estas festas, Bionda conhece Daniel, rapaz rambém frequentador das noites, por quem se apaixona perdidamente, ao perceber que algo está errado, a moça decide dar a volta por cima. Como os leitores aqui já devem estar habituados, o conto passeia pelo fantástico deliberadamente. 
Por enquanto é só, aguardemos novas escritas. Amplexos.


14/02/2012

Lançamento de "Balelas" em Campina Grande

 
Pessoal, vejam o cartaz acima com todas as informações: estou lançando Balelas na cidade de Campina Grande - PB neste sábado. Também participarei de um bate papo sobre RPG e ficção científica, tudo como parte do III Encontro de Literatura Contemporânea, realizado pelo Núcleo Blecaute. Vamos nessa.

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