O poeta do CAIXA BAIXA Félix Maranganha também recitou seu poema "Minhas faces que coram VI - O povo" no I Sarau do CAIXA BAIXA, ocorrido no mês de maio em Cabo Branco - João Pessoa. Confiram aí.
Para aqueles que querem conferir o que tenho escrito, dêem uma olhada aqui!
Amanda Reznor, André Ricardo aguiar, Betomenezes... Confira estes e tantos mais entrevistados por Wander.
"A fina camada translúcida de água que encobre a vista traz um leve sufocar de alegria, o coração bate acelerado, tal duas pedrinhas se chocando entre as mãos embaixo desta mesma água, da mesma onda, do mesmo mar em que o undívago olho tenta vislumbrar final feliz. Entre o olho e o sol forte, a fina camada sacode-se lenta, suaves empurrões levando o corpo em direção desconhecida, como quem espera serena a morte. O sal corta, mas é bom, ajuda a purificar, é dor prazerosa, tal qual o amargo de se ver livre por um mínimo de instante que seja. O corpo encharcado, garganta seca, ar cada vez mais ralo. O final é nascer, já por si só um desastre, ainda mais quando os olhos curiosos se embebem do sangue podre que turva a alma (...)".
Bruno - descarregar a fúria adormecida contra a sociedade. Nao pelas letras de protesto, mas sim por contos, fábulas.